Os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) vão interromper temporariamente a circulação de todos os comboios na linha de Goba durante dez dias, entre 17 e 26 de Junho de 2026, no âmbito do plano regional de manutenção da infra-estrutura ferroviária que envolve o sul de Moçambique, a República da África do Sul e o Reino de Essuatíni.
O anúncio foi feito esta segunda-feira (15) pela Direcção Executiva do CFM-Sul, que esclareceu que a suspensão abrangerá todos os comboios que operam naquela linha, incluindo os serviços de passageiros e de transporte de mercadorias.
Segundo um comunicado oficial da empresa, consultado pelo DE, a medida resulta da execução de um programa regional de manutenção das linhas ferroviárias, desenvolvido de forma coordenada pelos três países que integram este corredor ferroviário.
Como consequência, entre os dias 17 e 26 de Junho, a linha de Goba ficará totalmente encerrada à circulação ferroviária, o que significa que nenhum comboio poderá operar naquele trajecto durante o período das intervenções.
Os trabalhos previstos não afectarão apenas a linha de Goba. O plano de manutenção terá igualmente impacto na linha de Ressano Garcia, embora com efeitos menos significativos para os utentes.
De acordo com os CFM, os comboios de passageiros que circulam na linha de Ressano Garcia continuarão a operar durante o mesmo período. No entanto, a circulação será condicionada devido à realização das obras de manutenção programadas.
A empresa explicou que estas intervenções têm como principal finalidade melhorar as condições de operação da rede ferroviária regional, reforçando os níveis de segurança e conforto para passageiros e operadores.
“Os trabalhos de manutenção das linhas visam, acima de tudo, conferir maior segurança e conforto na circulação de comboios, pelo que a Direcção Executiva Sul agradece a compreensão e colaboração de todos os utentes e parceiros”, lê-se na nota dos CFM.
Face aos constrangimentos previstos, a empresa apela à compreensão e colaboração dos utentes e parceiros, recomendando que passageiros e operadores económicos que dependem destas rotas estratégicas do sul do País planeiem antecipadamente as suas deslocações e operações durante o período de manutenção.



























































