Baixos níveis de dívida junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de outros credores externos podem proporcionar importantes benefícios económicos aos países africanos, sobretudo num período em que muitas economias em desenvolvimento enfrentam taxas de juro mais elevadas, inflação e instabilidade financeira global.
Quando os países mantêm níveis de endividamento controlados, os Governos podem direccionar mais recursos públicos para infra-estruturas, saúde, indústria transformadora, educação e desenvolvimento energético, em vez de destinarem uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) ao pagamento da dívida.
Menores compromissos financeiros reforçam a confiança dos investidores, contribuem para a estabilidade cambial e reduzem o risco de crises económicas provocadas por choques externos.
Desenvolvimentos recentes em África demonstram os benefícios de uma melhor gestão da dívida e de uma maior disciplina fiscal.
A Namíbia, por exemplo, alcançou recentemente um marco importante ao liquidar todas as suas obrigações pendentes junto do FMI. Segundo informações divulgadas, o Governo pagou cerca de 23,9 milhões de dólares da sua dívida ao Fundo, reduzindo o saldo em dívida para zero.
O pagamento é considerado significativo porque aumenta a flexibilidade financeira do país numa altura em que muitas nações em desenvolvimento enfrentam uma crescente pressão da dívida.
Outro exemplo da importância de uma gestão prudente do endividamento é a Zâmbia, onde o FMI concluiu recentemente a última revisão de um programa de financiamento ligado a reformas fiscais e medidas de reestruturação da dívida, após o incumprimento da dívida soberana registado anteriormente pelo país.
Entretanto, o Senegal tem concentrado esforços no reforço da transparência da dívida pública e na harmonização dos seus dados com os critérios do FMI, em resposta às preocupações dos investidores sobre passivos anteriormente não declarados.
Manter uma dívida baixa e sustentável junto do FMI é importante para as economias africanas não apenas para evitar dificuldades financeiras.
Tal contribui para reforçar a soberania económica, aumentar a confiança dos investidores, promover a estabilidade da moeda e permitir que os Governos canalizem mais recursos para o crescimento de longo prazo, em vez de os destinarem ao cumprimento de obrigações financeiras.
Estes foram os países africanos com a menor dívida ao FMI em Maio, de acordo com dados disponibilizados pelo Fundo.

Fonte: Business Insider Africa


























































