O Governo sul-africano repatriou 2745 estrangeiros, na semana a seguir à promessa do Presidente Cyril Ramaphosa de endurecer a luta contra a imigração ilegal, anunciou neste domingo (14) o ministro do Interior do país.
A África do Sul tem sido alvo de manifestações xenófobas nos últimos meses, e os recentes saques em lojas e ataques contra estrangeiros levaram cidadãos de Moçambique, da Nigéria, do Maláui, do Gana e do Zimbabué a aceitar um repatriamento voluntário organizado pelos seus governos.
“Podemos anunciar o número de 2745 repatriamentos realizados durante este período desde a intervenção do Presidente”, relatou o ministro do Interior, Leon Schreiber, à imprensa, acrescentando que os números poderiam “mudar”.
A 7 de Junho, Ramaphosa afirmou reconhecer as preocupações em relação à imigração ilegal, mas avisou que as autoridades não tolerariam que alguém fizesse justiça pelas próprias mãos.
O Governo esclareceu que a maioria das pessoas repatriadas se encontrava ilegalmente no país.
Entre os imigrantes em situação irregular, a África do Sul conta cerca de 7000 malauianos a viver num terreno baldio na cidade portuária de Durban, no leste do país, segundo o comité interministerial sobre migrações recentemente criado.
Estes cidadãos começaram a ser retirados em oito autocarros fretados pelo Executivo do Maláui, tendo a África do Sul disponibilizado dez veículos adicionais, indicou o comité.
A África do Sul é uma das economias mais ricas do continente e atrai há muito tempo, de forma legal e ilegal, trabalhadores migrantes de toda a região.
Com uma taxa de desemprego superior a 30%, o país enfrenta episódios recorrentes de violência xenófoba, com novos e graves incidentes registados nas últimas semanas.
“O Governo esclareceu que a maioria das pessoas repatriadas
encontrava-se ilegalmente no país”
Multidões de sul-africanos armados com paus, chicotes e escudos têm-se manifestado em algumas regiões do país, exigindo que os estrangeiros sem documentos legais saiam antes de 30 de Junho.
Mais de três milhões de estrangeiros vivem na África do Sul, o que representa 5,1% da população, de acordo com o instituto nacional de estatística.


























































