O ouro encaminha-se para fechar a segunda semana consecutiva de perdas, mesmo após a recuperação desta quinta-feira (11), quando o metal amarelo foi impulsionado pelos comentários de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), de que um acordo de paz com o Irão deverá ser assinado nos próximos dias.
Nesta sexta-feira, o metal precioso cede 0,84% para 4177,85 dólares por onça, apagando quase por completo os ganhos da sessão anterior e encaminhando-se para fechar a semana com perdas de cerca de 3,5%. Apesar do mais recente alívio nas tensões geopolíticas, o ouro não conseguiu recuperar da troca de ataques entre os EUA e o Irão que marcaram as noites de terça-feira e quarta-feira.
Ao mesmo tempo, persistem dúvidas de que um acordo possa mesmo vir a materializar-se. O Presidente norte-americano descreve-o como um “memorando de entendimento muito sólido, mas um pouco conceptual”, enquanto, do lado iraniano, mantém-se a narrativa de que a questão ainda está a ser analisada e não existe um entendimento final.
“Após mais de 30 anúncios semelhantes nos últimos dois meses, os investidores têm-se tornado cada vez mais cautelosos quanto a aceitar esses sinais”, explicou Ole Hansen, director de estratégia de matérias-primas do Saxo Bank, à Bloomberg. “Os negociantes de ouro parecem partilhar da mesma opinião: esquecer o que Trump diz e concentrar-se, em vez disso, no que os iranianos fazem. Até ao momento, Teerão ainda não confirmou que um acordo esteja próximo”, notou.
Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, o ouro já perdeu cerca de um quinto do seu valor, quando comparado ao nível em que negociava em finais de Fevereiro. O bloqueio do Estreito de Ormuz mergulhou o mundo na maior crise energética de sempre, de acordo com a Agência Internacional de Energia, levando os preços a escalarem e forçando bancos centrais de todo o mundo a apertarem a política monetária. Uma vez que não rende juros, o ouro tende a desvalorizar neste ambiente.























































