Um estudo realizado pelo Instituto Roswell Park Cancer, em Nova Iorque, identificou dois tipos de queijo que podem estar associados a um aumento do risco de desenvolvimento de cancro da mama. Segundo os investigadores, o consumo frequente de queijo creme e queijo cheddar poderá elevar esse risco em até 50%.
Apesar deste alerta, os laticínios continuam a integrar uma alimentação equilibrada e fazem parte das recomendações nutricionais por serem fontes importantes de proteínas, cálcio, fósforo e vitaminas essenciais para o organismo. No entanto, os especialistas sublinham que o seu consumo deve ser moderado.
A investigação acompanhou mais de três mil mulheres durante um período de 11 anos, analisando os seus hábitos de consumo de produtos lácteos. Ao longo do estudo, foram identificados indicadores que sugerem uma maior probabilidade de desenvolvimento de cancro da mama entre as participantes que consumiam regularmente queijo creme e queijo cheddar.
De acordo com os investigadores, estes produtos contêm uma hormona de crescimento denominada IGF-1 (Factor de Crescimento Semelhante à Insulina). Segundo o estudo, uma ingestão elevada desta hormona poderá ter potencial cancerígeno.
Paralelamente, no que respeita ao consumo de laticínios, o estudo confirma ainda que a ingestão mais elevada de iogurte esteve associada a um menor risco de cancro da mama. “Os laticínios magros tendem a associar-se a um menor risco, enquanto alguns queijos processados e produtos ricos em gordura apresentam tendências opostas, embora sem consenso definitivo”, refere.
Os investigadores acrescentam que o impacto dos laticínios no risco de cancro da mama varia consoante o tipo de produto consumido e as características individuais de cada pessoa.
Para além da alimentação, existem outros factores que podem aumentar o risco de cancro da mama, nomeadamente:
- Consumo excessivo de álcool;
- Excesso de peso após a menopausa;
- Sedentarismo;
- Idade avançada;
- Histórico familiar da doença e determinadas mutações genéticas;
- Exposição hormonal prolongada ao longo da vida.
Os especialistas recomendam a adopção de hábitos de vida saudáveis, uma alimentação equilibrada e a realização de exames de rastreio regulares como formas importantes de prevenção e detecção precoce da doença.



























































