As autoridades sul-africanas detiveram dois suspeitos, de 19 e 26 anos, alegadamente envolvidos no assassinato de um cidadão moçambicano de 27 anos, ocorrido no final de Maio, durante episódios de violência registados em KwaNonqaba, na cidade de Mossel Bay, província do Cabo Ocidental.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS), os suspeitos foram detidos na madrugada de terça-feira (9), durante uma operação de localização conduzida por investigadores destacados para esclarecer os crimes ocorridos naquela comunidade.
A vítima, identificada como Tomas Chunguane, morreu após ter sido agredida e esfaqueada durante os confrontos que eclodiram a 29 de Maio e que resultaram igualmente na destruição de habitações e em actos de violência dirigidos contra cidadãos estrangeiros.
Segundo as autoridades sul-africanas, os incidentes provocaram a destruição de cerca de 50 barracas, muitas das quais foram incendiadas durante os protestos. A polícia indicou que os dois detidos deverão responder pelo crime de homicídio, enquanto prosseguem as investigações relacionadas com os restantes episódios de violência registados na mesma zona.
Entretanto, um terceiro suspeito, de 30 anos, apontado pelas autoridades como alegado líder do grupo envolvido nos distúrbios, compareceu esta semana perante o tribunal sob acusação de incitamento à violência pública. As autoridades acreditam que o indivíduo desempenhou um papel central na mobilização dos protestos que culminaram em actos de destruição e ataques contra residentes estrangeiros.
Paralelamente, a polícia continua a investigar a morte de outro cidadão moçambicano, Danilo Muianga, de 43 anos, assassinado igualmente em KwaNonqaba no dia 30 de Maio. Segundo o SAPS, os investigadores seguem várias pistas com vista à identificação e detenção dos responsáveis por este segundo homicídio.
Os acontecimentos reacenderam preocupações sobre a segurança das comunidades migrantes na África do Sul, país que nos últimos anos tem registado episódios recorrentes de violência contra cidadãos estrangeiros em diferentes províncias. As autoridades sul-africanas garantem que as investigações continuam e que todos os envolvidos nos actos de violência serão responsabilizados nos termos da lei.



























































