Moçambique, Maláui e Zimbabué acordaram reforçar a cooperação na gestão dos corredores de transporte regionais, numa iniciativa destinada a eliminar constrangimentos que continuam a encarecer o comércio e a dificultar a circulação de mercadorias na África Austral.
De acordo com portal News Day Zimbabwe, o compromisso foi assumido durante um encontro realizado recentemente em Harare, capital do Zimbabué, sob a égide do Grupo Trilateral de Gestão de Rotas e do Comité Conjunto, que reuniu representantes dos três países para discutir medidas de melhoria dos principais corredores logísticos da região.
Os participantes identificaram os atrasos nos postos fronteiriços, a falta de harmonização dos regulamentos de transporte e as limitações infra-estruturais como alguns dos principais factores que aumentam os custos operacionais e reduzem a competitividade das economias da região.
A secretária permanente do Ministério dos Transportes e Desenvolvimento de Infra-Estruturas do Zimbabué, Joy Makumbe, afirmou que os operadores continuam a enfrentar procedimentos e exigências regulatórias distintos ao longo dos corredores regionais, situação que prolonga os tempos de trânsito e gera custos adicionais para as empresas.
“Estas inconsistências criam constrangimentos administrativos e operacionais desnecessários. O resultado é a redução da eficiência dos corredores de transporte, comprometendo o seu papel na facilitação do comércio e contribuindo para custos de transporte insustentavelmente elevados”, afirmou.
Os corredores que ligam Moçambique, Maláui e Zimbabué desempenham um papel estratégico para o comércio regional, servindo sectores como a mineração, agricultura, indústria transformadora e turismo.
Especialistas em comércio regional consideram que a ineficiência dos sistemas fronteiriços continua a ser uma das principais barreiras não tarifárias ao comércio na África Austral, contribuindo para o aumento dos custos logísticos e reduzindo a competitividade dos exportadores.
Entre os desafios apontados destacam-se o congestionamento nos portos e fronteiras, insuficiências infra-estruturais, procedimentos operacionais fragmentados e problemas de segurança associados a actividades ilícitas.
Para responder a estes constrangimentos, os três países comprometeram-se a acelerar a harmonização dos regulamentos de transporte, a reforçar a coordenação das inspecções fronteiriças e a expandir a utilização de soluções tecnológicas na gestão dos postos de travessia. Os responsáveis defenderam igualmente a necessidade de aumentar o investimento em infra-estruturas para acompanhar o crescimento do fluxo de mercadorias e passageiros na região.
Segundo os participantes, corredores de transporte mais eficientes poderão contribuir para reduzir os custos de fazer negócios, atrair investimento, criar emprego e fortalecer a integração económica regional.



























































