A administração Trump apelou aos países europeus para seguirem o exemplo de Washington e imporem restrições de viagem a pessoas que tenham estado recentemente em países da África Central afectados pelo surto de ébola, na esperança de evitar a propagação do vírus durante o Campeonato do Mundo de futebol, revelaram fontes e responsáveis na terça-feira (9).
No dia 1 de Junho, os Estados Unidos da América (EUA) emitiram uma demarche apelando aos países europeus a implementarem restrições de viagem relacionadas com o surto, segundo um diplomata da União Europeia (UE) destacado em África e uma segunda fonte familiarizada com o assunto. De acordo com o diplomata, os Estados-membros da UE ainda não responderam, segundo informou a Reuters.
No mês passado, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos emitiram uma directiva que proíbe a entrada no País de cidadãos não norte-americanos que tenham estado na República Democrática do Congo (RDC), no Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores. Os cidadãos norte-americanos foram orientados a entrar através de aeroportos específicos para serem submetidos a rastreios.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o ébola não pode ser autorizado a entrar nos Estados Unidos e que os esforços da administração se têm concentrado em impedir que qualquer pessoa potencialmente exposta ao vírus viaje para o País, apesar de este dispor de instalações capazes de tratar casos de ébola enquanto contêm a propagação da doença.
Um responsável do Departamento de Estado declarou que as restrições de viagem, juntamente com os compromissos financeiros assumidos pelos EUA para responder ao surto, demonstram que Washington intensificou os seus esforços para proteger os norte-americanos da estirpe bundibugyo do vírus, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional.
Washington apela a uma acção global
“Outros países devem fazer a sua parte para garantir que este surto não se propaga ainda mais. É necessário agir já. Isso inclui contribuições financeiras e a implementação de restrições sensatas às viagens provenientes das áreas afectadas”, afirmou o responsável, que falou sob condição de anonimato.
“Estamos a desenvolver contactos diplomáticos com países de todo o mundo para coordenar a nossa abordagem de protecção dos cidadãos, incluindo os milhões de visitantes, adeptos, atletas e turistas esperados durante o Campeonato do Mundo da FIFA.”
O responsável não respondeu às perguntas sobre o pedido formal dirigido aos países europeus, inicialmente divulgado pelo portal Axios.
A administração Trump, alvo de críticas pelo encerramento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pelos cortes no financiamento da ajuda externa antes do surto, afirma já ter enviado 150 toneladas de material médico e prometido mais de 200 milhões de dólares directamente aos países afectados, tornando-se o maior contribuinte financeiro para a resposta ao ébola.



























































