A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) divulgou o calendário oficial das solenidades fúnebres de Dom Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, na provincia da Zambezia, administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, em Sofala, e secretário-geral da CEM, assassinado na madrugada de sábado, 6 de Junho, na residência episcopal.
Através de um comunicado divulgado pelo Club of Mozambique, a entidade informou que as cerimónias fúnebres se realizarão nas cidades de Quelimane e Nampula, nas regiões centro e norte do País, em conformidade com as normas canónicas e litúrgicas da Igreja Católica aplicáveis aos bispos diocesanos.
De acordo com o programa divulgado, a missa solene de funeral será presidida pelo núncio apostólico em Moçambique, Dom Luís Miguel Muñoz Cárdaba, na sexta-feira, 12 de Junho, às 9h00, na Catedral de Nossa Senhora do Livramento, em Quelimane. A seguir, os restos mortais de Dom Osório serão transportados para a cidade de Nampula, onde serão realizadas as homenagens da família e o sepultamento.
“Ao chegar a Nampula, o corpo será recebido na Escola Consolata, no bairro de Nampaco, onde será realizado um velório aberto aos fiéis e à comunidade cristã. No sábado, 13 de Junho, os restos mortais serão transferidos para a Catedral de Nossa Senhora de Fátima, um local de particular significado na vida do prelado, pois foi lá que ele foi baptizado, crismado e ordenado”, descreveu a nota.
Segundo a instituição, o bispo Osório Citora Afonso será sepultado no Cemitério Clerical da Arquidiocese de Nampula, localizado ao lado do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum, em Nampaco.
Na sua mensagem, a Conferência Episcopal de Moçambique convidou os fiéis e todas as pessoas de boa vontade a viverem este período de luto em espírito de fé, esperança e comunhão, agradecendo a Deus pela vida e ministério do prelado. “Descanse em paz, Bispo Osório! O seu testemunho permanece vivo na Igreja Universal e no coração do povo moçambicano”, concluiu.
“O Papa Leão XIV tomou conhecimento com pesar do grave acto de violência que causou a morte de Sua Excelência, Dom Osório Citora Afonso, Bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Beira, e une-se em oração ao povo da diocese e de Moçambique neste momento de desorientação”, refere a mensagem divulgada pela Santa Sé.

Por sua vez, a União Europeia (UE) classificou a morte de Dom Osório como uma “perda profunda para a comunidade católica e para a sociedade moçambicana”, defendendo que as autoridades nacionais devem assegurar que os responsáveis sejam identificados e levados à justiça.
Já a Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique manifestou pesar pela morte do bispo, destacando o seu legado de serviço às comunidades moçambicanas. Washington reconheceu os esforços já anunciados pelas autoridades nacionais para esclarecer o caso, mas reforçou a importância de uma investigação exaustiva, transparente e orientada para a responsabilização.
O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou igualmente profundo pesar pela morte do prelado, considerando-a uma perda irreparável não apenas para a comunidade cristã, mas para toda a sociedade moçambicana.
“O acto constitui não só um atentado à vida e à dignidade de um servo devoto do Evangelho, mas também um atentado aos valores fundamentais da paz, da justiça, da dignidade humana e da liberdade religiosa”, refere o comunicado assinado pelo presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM), cardeal Fridolin Ambongo, arcebispo de Kinshasa.
Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane a 25 de Julho de 2025, tendo sido nomeado, em Abril deste ano, pelo Papa Leão XIV Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.



























































