O Governo garantiu estar a avançar com processos diplomáticos para efectuar a trasladação de seis cidadãos moçambicanos que morreram na África do Sul, vítimas de ataques xenófobos, frisando que mais de 700 nacionais já foram repatriados.
“Prosseguem as diligências para a trasladação dos corpos dos seis cidadãos que perderam a vida durante os incidentes ocorridos em Mossel Bay, e estamos em coordenação com os respectivos familiares e as autoridades competentes”, disse o Executivo, num comunicado divulgado pelo Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo).
Citado pela Lusa, o documento esclareceu que mais de 700 cidadãos moçambicanos já foram repatriados a partir da província do Cabo Ocidental, na África do Sul, na sequência dos actos de xenofobia registados naquele país vizinho, com particular incidência em Mossel Bay e Hermanus.
“Nas últimas 24 horas, na esteira do trabalho de assistência que as autoridades estão a desenvolver desde a deterioração da situação há pouco mais de uma semana, foram repatriados 169 cidadãos, incluindo 16 menores, que ficaram acolhidos em centros temporários de assistência”, indicou.
Segundo a informação, as missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul continuam a acompanhar a evolução da situação e a prestar a assistência e protecção necessárias aos cidadãos moçambicanos afectados.
Manifestantes sul-africanos deram até 30 de Junho para todos os estrangeiros abandonarem a província sul-africana de Kwazulu-Natal, conforme informação adiantada anteriormente pelo Governo.
A África do Sul acolhe cerca de 2,4 milhões de migrantes, pouco menos de 4% da população, segundo dados oficiais. A maioria provém de países vizinhos como o Lesoto, o Zimbabué e Moçambique, que têm uma longa história de fornecimento de mão-de-obra migrante ao seu vizinho mais próspero.
Em declarações transmitidas pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, na segunda-feira, recordou aos sul-africanos que a sua luta contra o apartheid foi “sustentada pela solidariedade internacional e africana.”
O secretário-geral das Nações Unidas manifestou preocupação com relatos de “ataques xenófobos e actos de assédio e intimidação”, alertando que “a violência, o vigilantismo e todas as formas de incitamento ao ódio não têm lugar numa sociedade inclusiva e democrática.”



























































