O Governo comunicou nesta terça-feira, 9 de Junho, que desactivou o “alerta vermelho” que vigorava desde 16 de Janeiro, decretado devido às cheias generalizadas que provocaram pelo menos 43 mortos, sublinhando que mantém o “alerta laranja” para garantir assistência.
“O Conselho de Ministros apreciou e aprovou a resolução que desactiva o alerta vermelho, justificada pelo término da época chuvosa e ciclónica 2025-26, mas mantém o alerta laranja por um período de dois meses, para monitorizar a assistência humanitária e estabilizar as áreas afectadas”, anunciou o porta-voz, Ussene Isse, citado pela Lusa.
O responsável destacou que a época das chuvas em Moçambique matou 314 pessoas, afectou mais de 1,078 milhões e atingiu quase 260 mil casas.
O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Na época 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.
Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos, em termos nacionais, entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
Recentemente, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou uma doação de emergência de um milhão de dólares para apoiar a resposta de Moçambique às cheias que afectaram as regiões centro e sul do País, sobretudo as províncias de Maputo e Gaza. O apoio resulta de um pedido formal apresentado pelo Governo para acelerar as acções de recuperação e prestar assistência às comunidades mais afectadas.
Financiada pelo Fundo Especial de Socorro (SRF) do Banco Mundial, a subvenção será implementada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), que colocará ao serviço do projecto a sua experiência em assistência humanitária e gestão de deslocamentos. A iniciativa prevê a distribuição de 9000 abrigos de emergência e kits essenciais para o lar.
A ajuda deverá beneficiar cerca de 45 mil pessoas, maioritariamente mulheres e crianças. Além da entrega dos materiais, a intervenção incluirá transporte, armazenamento, preparação dos locais, instalação dos abrigos, promoção da higiene e actividades de limpeza ambiental nas zonas afectadas.



























































