A União Europeia (UE) anunciou a atribuição de cinco milhões de euros adicionais para a resposta à epidemia de ébola no leste da República Democrática do Congo (RDC) e classificou o cessar-fogo do conflito na região de “emergência sanitária”, informou a Reuters.
“A UE mobiliza cinco milhões de euros adicionais, além dos 84 milhões de euros já atribuídos em resposta a esta crise, para apoiar as infra-estruturas de saúde e a investigação”, escreveu a comissária europeia de Gestão de Crises, Hadja Lahbib, na rede social X no final do dia de domingo, durante a sua visita à cidade de Bunia, epicentro do surto na província de Ituri.
A comissária, que também viajou para o leste da RDC em Fevereiro passado, afirmou que já naquela altura, “devido às condições sanitárias, a um sistema de saúde no limite das suas capacidades, a uma população exausta e a uma população constantemente deslocada pelos combates”, estavam reunidos todos os ingredientes para que a epidemia “ressurgisse mais uma vez”.
Perante o conflito provocado pelos numerosos grupos armados que operam na zona, incluindo o Movimento 23 de Março (M23), Lahbib afirmou: “Se em Fevereiro um cessar-fogo era uma necessidade política, agora é uma emergência sanitária.”
A comissária anunciou que está previsto que cinco novos voos aterrem em Bunia com equipamento de resposta à epidemia, depois do envio, há duas semanas, de cerca de 100 toneladas de suprimentos com apoio da União Europeia e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e da chegada, no domingo, de outro voo.
As autoridades da República Democrática do Congo elevaram no domingo à noite para 515 o número de casos de ébola confirmados, incluindo 91 mortes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 15 de Maio a epidemia de ébola no leste da RDC, considerando que o epicentro está em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda.
O vírus propagou-se posteriormente às províncias orientais congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, expandindo-se igualmente para o Uganda, onde foram detectados até ao momento 19 contágios, incluindo 14 casos considerados importados do Congo, entre os quais se registaram duas mortes.
Em 1 de Junho, a OMS e o Governo da RDC anunciaram que estão a trabalhar em conjunto para obter uma vacina contra a estirpe da actual epidemia. Também a agência de saúde pública da União Africana, Africa CDC, assegurou no final de Maio que terá disponível ainda este ano uma vacina contra a estirpe bundibugyo.

























































