O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira (8) que se encontra no Uganda, país que registou 19 casos confirmados de ébola, incluindo dois óbitos, devido à epidemia propagada desde a vizinha República Democrática do Congo (RDC).
“Encontro-me no Uganda, onde o Governo implementou uma resposta rápida e eficaz face à epidemia do ébola. Os controlos nas fronteiras permitiram detectar casos provenientes da vizinha RDC, e os sistemas de vigilância, rastreio e gestão dos casos estão a funcionar de forma contínua”, declarou Tedros Ghebreyesus, na rede social X.
“Entre os 19 casos confirmados até ao momento, 14 dizem respeito a pessoas vindas da República Democrática do Congo e cinco são cidadãos ugandeses”, detalhou o director-geral da OMS no X, após um encontro com a ministra da Saúde ugandesa, Jane Ruth Aceng, segundo noticia a agência France-Presse (AFP).
Destes 19 casos confirmados, duas pessoas originárias da RDC morreram.
Por enquanto, o Uganda está longe de ser tão afectado quanto a RDC, que declarou em 15 de Maio uma epidemia de ébola, a 17.ª neste país africano com mais de 100 milhões de habitantes.
Na República Democrática do Congo, foram confirmados 515 casos de infecção pelo vírus ébola, incluindo 91 mortes, segundo a OMS. Não existe vacina nem tratamento aprovado contra a rara estirpe bundibugyo na origem desta epidemia.
“A OMS apoia o Uganda na luta contra este mal, juntamente com o Africa CDC (agência de saúde da União Africana) e parceiros de toda a região”, declarou Ghebreyesus.
O ébola, que se transmite por contacto próximo e por fluidos corporais, matou mais de 15 mil pessoas em África ao longo dos últimos 50 anos.
A OMS e a agência de saúde da União Africana lançaram na sexta-feira um plano de 518 milhões de dólares para combater a epidemia nos próximos seis meses, com especial enfoque no reforço da vigilância, nos testes de laboratório e na prevenção de infecções.


























































