Os desenvolvimentos recentes no Quénia e na Zâmbia demonstram como a força da moeda pode gerar ganhos económicos significativos para as economias africanas.
No Quénia, a estabilidade relativa do xelim nos últimos anos ajudou a proteger a economia contra choques externos, particularmente os provocados pela volatilidade dos preços globais dos combustíveis. Apesar do aumento dos custos de importação, a capacidade da moeda de evitar desvalorizações súbitas contribuiu para manter previsíveis os preços dos transportes e dos produtos alimentares.
Quando a moeda permanece estável, as empresas conseguem planear melhor, os operadores de transporte enfrentam menos aumentos inesperados de custos e as famílias observam menor volatilidade nas suas principais despesas.
A experiência do Quénia demonstra ainda outro benefício da força da moeda: a confiança económica.
Uma moeda estável ou forte reduz a procura de dólares motivada pelo pânico, permite aos bancos centrais gerir melhor a inflação e proporciona um ambiente mais previsível tanto para investidores nacionais como estrangeiros.
Mesmo durante períodos de preços elevados dos combustíveis, a estabilidade cambial ajudou a evitar uma crise macroeconómica de grande dimensão. Esta posição mais forte da moeda reduziu os custos das importações e aliviou a pressão sobre as reservas em moeda estrangeira.
Para um país dependente da importação de combustíveis, maquinaria e insumos industriais, uma moeda forte traduz-se directamente em custos de produção mais baixos e numa maior competitividade económica.
O exemplo da Zâmbia mostra como a força da moeda pode impulsionar o desempenho industrial. Quando o kwacha apresenta um bom desempenho, as empresas mineiras e industriais beneficiam de custos de produção mais estáveis, enquanto o Governo ganha maior flexibilidade para gerir os compromissos da dívida externa.
Isto cria um ciclo positivo, no qual as receitas das exportações reforçam a moeda, que por sua vez contribui para uma maior estabilidade económica.
O Quénia e a Zâmbia demonstram uma importante lição para o continente: moedas fortes fazem mais do que apenas reflectir a saúde económica — ajudam activamente a moldá-la. Reduzem a inflação importada, ajudam a manter estáveis os preços dos combustíveis e dos alimentos e permitem que governos e empresas planeiem melhor o futuro.
Estes são os países africanos com as moedas mais fortes em Maio, segundo dados da calculadora da Forbes.

Fonte: Business Insider Africa


























































