A Omnia Holdings – fabricante sul-africana de fertilizantes e explosivos – reforçou a diversificação das suas fontes de abastecimento de amónia, afastando-se do Médio Oriente para garantir o fornecimento desta matéria-prima essencial, afirmou nesta segunda-feira (8) o director-executivo da empresa, Seelan Gobalsamy, ao anunciar um aumento de 21% nos lucros anuais.
Os lucros por acção, medidos pelo indicador de resultados principais, atingiram 0,51 dólares no exercício findo a 31 de Março, face aos 0,42 dólares registados no ano anterior.
A empresa aumentou igualmente o dividendo ordinário para 0,28 dólares por acção, contra 0,24 dólares no exercício precedente. Anunciou ainda o pagamento de um dividendo extraordinário de 0,17 dólares por acção, acima dos 0,165 dólares distribuídos anteriormente.
Cadeia global de abastecimento
Seelan Gobalsamy afirmou que os preços dos fertilizantes aumentaram até 70% desde o início do conflito no Médio Oriente, uma região crucial para o fornecimento de amónia, matéria-prima fundamental para a produção de nutrientes agrícolas.
A guerra no Irão, que teve início a 28 de Fevereiro, perturbou importantes rotas de abastecimento e instalações de produção no Médio Oriente.
“Tivemos algumas perturbações devido a essa situação, mas conseguimos mitigar o risco através da aquisição de fornecimentos noutras partes do mundo”, declarou Gobalsamy à Reuters, sem revelar quais os mercados alternativos utilizados.
“Dispomos de uma cadeia global de abastecimento, pelo que cancelamos algumas encomendas que ficaram retidas e adquirimos produto noutros locais. Neste momento, temos matéria-prima suficiente para assegurar a produção nos próximos meses”, acrescentou.
“Os preços dos fertilizantes aumentaram até 70% desde o início do conflito no Médio Oriente, uma região crucial para o fornecimento de amónia, matéria-prima fundamental para a produção de nutrientes agrícolas”
A Omnia, um dos principais fornecedores de fertilizantes da África Austral, registou um forte crescimento dos volumes de vendas e das margens na África do Sul, Zâmbia e Zimbabué.
O negócio de explosivos beneficiou do aumento da procura por parte dos sectores mineiros de minério de ferro e de platina, embora este desempenho tenha sido parcialmente compensado pela desaceleração do sector dos diamantes e pela volatilidade do mercado do carvão.


























































