Os preços do petróleo estão a disparar quase 5% esta segunda-feira (8), impulsionados por uma nova troca de ataques entre Israel e Irão, escalando o conflito no Médio Oriente e levando os investidores a apostarem que um acordo de paz pode estar mais longe do que o esperado.
O Brent – crude de referência para a Europa – chegou mesmo a tocar nos 97,75 dólares por barril, tendo entretanto reduzido os ganhos para 97,54 dólares, uma subida de 4,81% face ao preço de fecho de sexta-feira. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os Estados Unidos da América (EUA) – acelera 4,41% para 94,54 dólares por barril, enquanto o gás negociado em Amesterdão salta 5,61% para 51,21 euros por megawatt.
A guerra no Médio Oriente voltou a ocupar o palco principal das preocupações dos investidores, depois de o Irão ter lançado vários ataques contra Israel, em resposta a uma ofensiva de Tel Aviv contra os subúrbios do sul de Beirute, no Líbano. O Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda apelou ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para não responder aos ataques, mas o pedido foi ignorado.
Israel lançou uma nova ofensiva contra uma série de cidades iranianas nesta madrugada, ataques que tiveram uma resposta imediata por parte de Teerão. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, a República Islâmica lançou mísseis contra as bases aéreas israelitas de Nevatim e Tel Nof. Vários países da região decidiram fechar ou restringir o espaço aéreo dada a escalada no conflito.
“A escalada de tensões deste fim-de-semana entre Israel e o Irão mostra-nos, mais uma vez, quão frágil é o cessar-fogo”, afirmou Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates, à Bloomberg. “O recrudescimento das hostilidades resulta num maior risco geopolítico de que o Estreito de Ormuz possa ficar fechado por mais tempo do que o previsto, ao mesmo tempo que aumenta a probabilidade de o Irão tomar medidas adicionais para restringir a navegação no Mar Vermelho”, acrescenta.
As negociações para alcançar a paz no Médio Oriente continuam num impasse, com uma série de pontos de discórdia a impedirem novos avanços. Além do controlo do Estreito de Ormuz e do futuro do urânio enriquecido detido pelo Irão, a República Islâmica está ainda a exigir um cessar-fogo entre Israel e Líbano – algo que tinha sido alcançado na semana passada, mas que foi rejeitado por parte do Hezbollah. Os ataques entre a milícia e as forças israelitas continuaram durante o fim-de-semana.



























































