O ouro está a negociar em território negativo nesta segunda-feira (8), após uma nova troca de ataques entre Israel e Irão ter levado os investidores a reduzirem as esperanças de que o conflito no Médio Oriente possa estar próximo de acabar. Apesar do metal amarelo tendencialmente beneficiar de uma escalada nas tensões geopolíticas, o impacto da guerra nos preços da energia está a aumentar as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) avançar com subidas nas taxas de juro este ano.
O metal precioso chegou a cair 1,4% nesta manhã, tendo entretanto conseguido reduzir as perdas para 0,48%, negociando nos 4309,30 dólares por onça. O ouro continua, assim, numa trajectória de queda, depois de ter perdido quase 5% do seu valor na semana passada, devido à turbulência no conflito entre Israel, EUA e Irão, que já se encontra no seu quarto mês.
As tensões voltaram a escalar este domingo, quando o Irão decidiu responder aos ataques lançados pelas forças israelitas contra o Líbano. O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ainda apelou a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, para não retaliar, mas o pedido foi em vão e, nesta madrugada, Tel Aviv colocou na mira uma série de alvos militares iranianos. Teerão voltou a responder com uma nova ofensiva contra bases aéreas do país.
Um conselheiro militar do líder supremo do Irão afirmou que o lançamento de mísseis contra Israel tinha o objectivo de servir como um “aviso” para que o país cessasse os ataques no Líbano, um conflito paralelo que tem sido um ponto de discórdia nas negociações para um acordo mais abrangente entre Washington e Teerão. Na semana passada, Israel e o Líbano ainda concordaram com um cessar-fogo, mas o mesmo acabou rejeitado pelo Hezbollah.
“As principais questões relacionadas com o conflito no Médio Oriente continuam por resolver”, explica Rhona O’Connell, directora de análise de mercados da StoneX Group, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. “A nossa convicção de que existe uma tendência para a baixa está, até agora, a confirmar-se, mas mantemos-nos atentos a qualquer oportunidade de compra a preços baixos”, acrescenta.





















































