O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, morreu neste sábado, 6 de Junho, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), não tendo sido adiantadas as causas da morte.
“Não podem dizer que ele foi assassinado, foi encontrado morto e é só isso que posso afirmar”, declarou o presidente do CEM, Inácio Saúre, em declarações à Lusa, sem no entanto adiantar as causas da morte do bispo de Quelimane, na província da Zambézia, centro do País.
O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou, em comunicado, profundo sentimento de pesar e consternação pela morte do bispo Osório Citora Afonso, ocorrida na madrugada no Paço Episcopal, na residência oficial do bispo da Igreja Católica de Quelimane.
Na sua mensagem, o chefe de Estado refere que a morte do bispo Osório constitui uma perda irreparável para a sociedade moçambicana, em geral, e para a comunidade cristã, em particular, salientando o facto de se ter destacado, em vida, pelo culto da humildade, dedicação pastoral e pregação dos valores da paz e reconciliação.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia disse à Lusa que está a investigar as causas da morte, remetendo esclarecimentos para mais tarde.
“Houve morte, sim, confirmo, mas ainda não temos as causas e a polícia está no terreno a investigar, por isso não posso adiantar agora qualquer causa, porque os colegas estão a avançar com a perícia”, disse a porta-voz da polícia na Zambézia, Belarmina Muija.
Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi eleito bispo de Quelimane a 25 de Julho de 2025, tendo sido nomeado, em Abril deste ano, pelo Papa Leão XIV, Administrador Interino da Arquidiocese da Beira, conforme nota da Presidência.



























































