A primeira-ministra, Benvinda Levi, desafiou, nesta sexta-feira, 5 de Junho, a nova Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (Anditur) a transformar o turismo num sector estruturado, financiável, competitivo à escala global e integrado nas cadeias internacionais de valor.
“Cabe a si e à sua equipa de trabalho assegurarem que o turismo em Moçambique deixe de ser um sector de oportunidades dispersas e passe a ser um sector estruturado, financiável, competitivo à escala global e integrado nas cadeias internacionais de valor”, disse Maria Benvinda Levi, na cerimónia de tomada de posse do primeiro presidente do Conselho de Administração da Anditur, Hélder Jauana, em Maputo.
A governante afirmou que a criação da Anditur representa uma mudança de paradigma na abordagem ao turismo, deixando de ser encarado apenas como uma actividade promocional para passar a ser tratado como instrumento de investimento, estruturação de projectos e agregação de valor à economia.
“A Anditur nasce com o mandato de transformar o turismo num verdadeiro motor de crescimento económico, geração de emprego, inclusão social e projecção internacional do nosso país”, declarou a governante.
Segundo Maria Benvinda Levi, a nova agência deverá actuar em toda a cadeia de valor do turismo, desde a promoção da marca turística nacional até à mobilização de investimento nacional e estrangeiro, estruturação financeira de projectos e promoção de parcerias público-privadas.
A primeira-ministra defendeu igualmente que a Anditur deve assumir um papel central na remoção dos obstáculos que condicionam o crescimento do sector, apontando a morosidade dos processos de licenciamento, atribuição de concessões, articulação institucional e estruturação de projectos bancáveis.
A responsável acrescentou que a agência deverá funcionar como balcão único nacional do investimento turístico, assegurando serviços integrados, avaliações técnicas e acompanhamento dos investidores desde a concepção até à implementação dos projectos.
“É de igual forma vital assegurar que o turismo contribua para a diversificação da economia, o equilíbrio da balança de pagamentos e a afirmação de Moçambique como destino global, competitivo e seguro”, sublinhou.
Maria Benvinda Levi defendeu ainda o desenvolvimento de diferentes segmentos turísticos, incluindo ecoturismo, turismo de sol e praia, de negócios, desportivo, cultural, gastronómico, histórico, religioso e de aventura.
“A Anditur nasce com o mandato de transformar o turismo num verdadeiro motor de crescimento económico, geração de emprego, inclusão social e projecção internacional do nosso país”
Maria Benvinda Levi – primeira-ministra
A governante apontou como prioridades da Anditur a eficiência institucional, o reforço da parceria com o sector privado e a maximização do impacto económico e social dos projectos, defendendo a integração das micro, pequenas e médias empresas nacionais e o fortalecimento do conteúdo local.
Reagindo à nomeação, Hélder Jauana afirmou que pretende ser avaliado pelos resultados alcançados e não pelos debates em torno da sua escolha para liderar a instituição. “O povo moçambicano vai-me avaliar sobre isto, o produto que eu vou trazer (…), mas um País não discute rótulos. Discute resultados daquilo que quem está a dirigir vai fazer”, disse o responsável aos jornalistas.
Criada por decreto do Conselho de Ministros de 25 de Maio, a Anditur tem como missão coordenar e fomentar o desenvolvimento do turismo, facilitar investimentos e posicionar Moçambique como destino turístico regional e internacional de referência.
Fonte: Lusa



























































