A bolsa de Nova Iorque fechou mista com o Nasdaq em terreno negativo devido às quedas do sector tecnológico, perante a reacção muito negativa ao Outlook de receitas de Inteligência Artificial (IA) da Broadcom. As acções da tecnológica caíram 12,59%.
O tecnológico Nasdaq Composite fechou a cair 0,09% para 26 830,96 pontos. O vasto Standard & Poor’s 500 avançou 0,41% para 7584,31 pontos.
Já o índice industrial Dow Jones fechou a somar 1,73% para 51 561,93 pontos, chegando assim a máximos no fecho, a revelar-se um refúgio dos investidores para títulos menos expostos à IA. O índice foi sobretudo impulsionado pelos sectores financeiro e dos cuidados de saúde.
O volume de negociação foi ligeiramente abaixo da média. Sectores como comunicação e financeiro foram os mais penalizados. O VIX (índice de volatilidade) subiu.
O preço do petróleo esteve volátil ao sabor dos acontecimentos geopolíticos.
O Brent caiu 2,64% para 95,23 dólares e o crude WTI recuou 3,13% para 93,01 dólares influenciados directamente pelas notícias do Médio Oriente, em reacção a sinais de possíveis cessar-fogo.
A situação no Médio Oriente está a ter um impacto económico significativo. A American Airlines suspendeu temporariamente algumas rotas durante o Verão, numa altura em que os elevados custos do combustível para a aviação devido à guerra com o Irão continuam a pressionar os orçamentos das companhias aéreas.
Em comunicado, a companhia aérea, sediada no Texas, explicou que ajustou o serviço em “rotas seleccionadas” durante os meses de Agosto e Setembro, e que os passageiros afectados receberão alternativas de viagem ou reembolsos.
Israel e Líbano acordaram um cessar-fogo (mediado pelos Estados Unidos), mas depende donHezbollah parar os ataques. O Hezbollah rejeitou o acordo, chamando-o de “rendição”. Mas continuam os ataques isolados e avisos de evacuação em partes do Líbano.
As conversas entre Estados Unidos da América (EUA) e Irão avançam, com possibilidade de acordo em breve, mas há exigências iranianas sobre activos congelados.
A melhor notícia do dia foi provavelmente uma troca de recados entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, que pediu, nesta quinta-feira (4), um encontro presencial com o seu homólogo russo, numa carta aberta. Referiu também estar pronto para um “cessar-fogo total”.
Vladimir Putin afirmou antes não descartar a possibilidade de assinar um acordo de paz com Zelensky. Pode ser uma luz ao fundo do túnel de uma guerra que tem tudo para se tornar perigosa.



























































