O Vale do Rhône, no sudeste da França, é uma das mais antigas regiões vitivinícolas do mundo. A cultura da vinha desenvolveu-se na região ainda antes da era cristã, impulsionada pelos gregos e, posteriormente, pelos romanos. A partir do século XIV, com a instalação do papado em Avignon, os vinhos do Rhône ganharam prestígio e notoriedade.
A região teve também um papel fundamental na criação do sistema francês de Denominação de Origem Controlada (AOC), concebido para combater fraudes e garantir a qualidade dos vinhos. Este modelo foi posteriormente adoptado em toda a França.
Entre as denominações mais prestigiadas destacam-se:
- Côte-Rôtie – Produz vinhos tintos elegantes e complexos a partir da casta Syrah, por vezes combinada com a branca Viognier. As encostas Côte Brune e Côte Blonde originam vinhos com características distintas, desde os mais robustos aos mais refinados;
- Hermitage – Situada no norte do Rhône, esta denominação é famosa pelos seus vinhos tintos de Syrah, encorpados e de grande potencial de envelhecimento. Produz também vinhos brancos de elevada qualidade a partir da casta Marsanne;
- Châteauneuf-du-Pape – Considerada uma das mais emblemáticas denominações da região, caracteriza-se pelos seus tintos poderosos, elaborados sobretudo com Grenache, complementada por Syrah e outras castas. Foi uma das primeiras regiões francesas a beneficiar oficialmente da protecção da denominação de origem.
Além destas referências, o Rhône produz ainda excelentes vinhos brancos, rosés, espumantes e vinhos de sobremesa em denominações como Condrieu, Tavel, Beaumes-de-Venise, Rasteau, Gigondas, Crozes-Hermitage e Saint-Joseph.
Os vinhos do Rhône oferecem uma excelente relação qualidade-preço e constituem uma alternativa interessante aos mais conhecidos vinhos de Bordéus e da Borgonha.
Fonte: Revista Adega



























































