Deputados dos países lusófonos defenderam, esta terça-feira, 2 de Junho, em Maputo, a necessidade de transformar o potencial energético da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em oportunidades concretas capazes de impulsionar o desenvolvimento económico e social das comunidades, escreveu a Lusa.
A posição foi apresentada durante um encontro entre representantes da Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP) e a Fundação para a Competitividade Empresarial (Fundec), realizado no âmbito das reuniões que os parlamentares da comunidade mantiveram nos últimos dias na capital moçambicana.
O encontro teve como objectivo analisar as perspectivas de crescimento económico de Moçambique. Na ocasião, o líder da delegação do Parlamento português na AP-CPLP, Luís Moreira Testa, destacou que a energia constitui, simultaneamente, um dos principais desafios e uma das maiores oportunidades para os países da comunidade.
“As matérias energéticas são elas um constrangimento ao desenvolvimento dos países da CPLP, mas também são uma grande oportunidade porque aqui nós somos produtores de fontes de energia”, afirmou Luís Moreira Testa.
Segundo o deputado português, os recursos energéticos devem ser utilizados para impulsionar outros sectores da economia, assegurando energia mais acessível e um fornecimento mais regular às actividades produtivas.
“Temos que transformar aquilo que tem sido um constrangimento ao desenvolvimento de outras áreas da economia numa oportunidade para que essas mesmas áreas se possam desenvolver na nossa comunidade”, defendeu.
Luís Moreira Testa acrescentou que leva de Maputo uma mensagem “muito positiva” para a economia da CPLP, considerando que os Estados-membros e as respectivas delegações parlamentares estão “absolutamente sintonizados” no objectivo de construir uma comunidade economicamente mais forte, capaz de gerar desenvolvimento, progresso e melhores condições de vida para os seus cidadãos.
O parlamentar português destacou ainda a estabilidade demonstrada pelos países da CPLP num contexto internacional marcado por conflitos em várias regiões do mundo, incluindo o Médio Oriente. Na sua opinião, a comunidade tem servido de exemplo e deve continuar a reforçar o trabalho desenvolvido para consolidar esse papel.
Por sua vez, o deputado da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Feliz Silva, considerou “extremamente importante” uma participação mais activa dos parlamentos da CPLP na vida económica dos seus países, através da aprovação de leis e políticas orientadas para o desenvolvimento.
Segundo Feliz Silva, durante o encontro foi igualmente debatida a necessidade de criar uma política de mobilidade empresarial e do sector privado no espaço da CPLP, uma medida que poderá facilitar o investimento, reforçar as relações económicas entre os Estados-membros e acelerar o seu desenvolvimento.























































