O Governo da Zâmbia prolongou até 30 de Setembro a suspensão do imposto de 10% sobre as exportações de concentrado de cobre, numa medida destinada a reduzir os stocks acumulados de material não processado enquanto as principais fundições do país passam por trabalhos prolongados de manutenção e reparação.
As empresas mineiras do segundo maior produtor africano de cobre, metal essencial para infra-estruturas eléctricas, estão a realizar extensos programas de manutenção das fundições após problemas técnicos que afectaram a produção de cobre processado.
A Zâmbia exporta a maior parte do seu cobre sob a forma de cátodos refinados, e não de concentrado. Em 2025, o país exportou 890 346 toneladas de cobre e pretende aumentar a produção nacional para três milhões de toneladas até 2031.
A suspensão do imposto, inicialmente introduzida em Agosto de 2025, abrange 271 742 toneladas de concentrado de cobre, segundo um aviso governamental consultado pela Reuters nesta quarta-feira, 3 de Junho.
A Mopani Copper Mines, propriedade conjunta da International Resources Holding, dos Emirados Árabes Unidos, e da empresa estatal zambiana ZCCM-IH, recebeu a maior quota de exportação isenta de impostos, correspondente a 100 mil toneladas de concentrado de cobre.
A Lumwana Mining Company, pertencente à Barrick Mining, dispõe de uma quota de 56 986 toneladas, seguida pela First Quantum Minerals e pela Nkana Mining and Minerals Processing, com cerca de 43 mil toneladas cada.
A Lubambe Copper Mine, detida em 70% pela empresa chinesa JCHX Mining, recebeu uma quota isenta de impostos de 15 mil toneladas.
Já a Konkola Copper Mines, controlada pela Vedanta Resources, beneficiará de uma quota de 12 541 toneladas, de acordo com o documento governamental.



























































