Os ministros da Saúde da União Europeia (UE) vão reunir-se, na sexta-feira (5), por videoconferência, para debater medidas adicionais de preparação e coordenação relativas ao vírus ébola.
A reunião extraordinária foi convocada pela presidência rotativa do Conselho da UE, actualmente ocupada por Chipre, com fonte oficial a dar conta de que a reunião visa “abordar o recente surto de ébola na África Central e discutir medidas adicionais de preparação e coordenação entre os Estados-membros”.
Para o encontro, está ainda prevista uma troca adicional de pontos de vista na próxima reunião regular dos ministros da Saúde da UE, marcada para 16 de Junho, na qual será decidida uma acção coordenada.
Na semana passada, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças reforçou o apoio na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda devido ao agravamento do surto de ébola, mas considerou muito baixo o risco para a população europeia.
Uma fonte oficial da presidência cipriota indicou que Chipre tem “acompanhado de perto a situação do ébola desde o início e tem vindo a planear as suas acções em conformidade”.
Chipre decidiu ainda activar o Dispositivo Integrado de Resposta a Crises Políticas em modo de monitorização, “para apoiar a troca de informações sobre o surto de ébola, como medida de precaução”, segundo a informação divulgada em Bruxelas. Esta decisão não constitui uma activação formal do mecanismo, mas sim um meio de facilitar a partilha de informações.
O Dispositivo Integrado de Resposta a Crises Políticas é um mecanismo da UE que facilita a coordenação política entre os Estados-membros em situações de crise, como surtos de doenças, ataques ou outras emergências graves. Funciona como uma plataforma de partilha rápida de informação, avaliação conjunta da situação e apoio à tomada de decisões coordenadas ao nível europeu, podendo ser activado em diferentes níveis — como agora o de monitorização —, consoante a gravidade da crise, permitindo uma resposta mais consistente e eficiente entre os países da UE.
O ébola é uma doença viral grave e frequentemente fatal que afecta humanos e alguns animais, sendo transmitida principalmente através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas ou com materiais contaminados. Os surtos têm ocorrido sobretudo em países da África Central e Ocidental, onde os sistemas de saúde podem ser mais frágeis, dificultando o controlo rápido da propagação.
A agência de saúde pública da União Africana (UA) divulgou na quinta-feira 246 mortes suspeitas e 1077 casos suspeitos registados na RDC devido à 17.ª epidemia de ébola que o país enfrenta desde que o vírus foi detectado pela primeira vez em 1976.
O ébola, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo
Na mesma ocasião, a UA assegurou que terá uma vacina contra estirpe bundibugyo disponível este ano.
O vírus também se espalhou para o vizinho Uganda, onde foram detectados seis novos casos, elevando para 15 o número total de infecções.
A RDC é regularmente afectada por surtos e epidemias do vírus ébola, que se transmite através do contacto directo com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
O ébola, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.


















































