A organização global de saúde Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI, em inglês) vai dar cerca de 60 milhões de dólares à Moderna – programadora de vacinas – e a outros dois grupos para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra a estirpe bundibugyo do ébola, um vírus mortal que se tem vindo a propagar na região oriental da República Democrática do Congo (RDC).
A CEPI foi um dos primeiros investidores no desenvolvimento de vacinas durante o auge da pandemia de covid-19 e desempenhou um papel importante na aceleração das tecnologias de imunização.
O responsável da organização, Richard Hatchett, afirmou à Reuters que é possível ter vacinas contra o ébola bundibugyo prontas para ensaios clínicos dentro de poucos meses.
Actualmente não existem vacinas ou tratamentos aprovados para esta variante do vírus.
“Cada dia conta na corrida contra esta doença mortal”, sublinhou.
Hatchett acrescentou ainda que a perspectiva de uma vacina “num horizonte não infinitamente distante” poderá ajudar a iniciar discussões sobre quem irá financiar a compra e distribuição das doses.
No entanto, alertou que o desenvolvimento de vacinas é imprevisível e que a situação de insegurança no leste do RDC poderá dificultar a realização de ensaios clínicos.
O surto já provocou 321 casos confirmados, incluindo 42 mortes, e cerca de 116 suspeitos, segundo o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) e a Organização Mundial da Saúde.
Além das mortes na República Democrática do Congo, foram confirmados seis novos casos no Uganda, elevando para 15 o número total de infecções.
As agências globais de saúde declararam o surto como uma emergência de saúde pública.
Fonte: Economic Times



















































