A refinaria de petróleo Dangote, na Nigéria, com capacidade para processar 650 mil barris por dia (bpd), dispõe de um grande excedente de combustível de aviação e pode fornecer este produto para mercados em todo o mundo, afirmou esta terça-feira (2) o director-executivo da empresa, David Bird.
Com a procura no continente africano abaixo da verificada noutras regiões, a refinaria tem um excedente disponível para exportação.
“Estamos muito gratos por sermos vistos como um fornecedor fiável, de elevada qualidade e capaz de colocar os nossos produtos de forma competitiva em qualquer parte do mundo”, declarou Bird durante a Conferência de Energia, Petróleo e Gás do Médio Oriente da S&P Global, realizada em Londres.
O combustível de aviação foi um dos produtos mais afectados pela guerra envolvendo o Irão e pelo encerramento do Estreito de Ormuz. Esta situação abriu oportunidades para refinarias localizadas fora da região do Golfo, como a Dangote, abastecerem os mercados internacionais. Segundo Bird, a refinaria está actualmente a operar à sua capacidade máxima nominal.
A empresa planeia um projecto que o responsável descreveu como uma “replicação implacável”, com o objectivo de duplicar a capacidade da unidade.
“Vamos colocar em operação mais 700 mil barris por dia de capacidade de refinação totalmente integrada até ao final de 2028”, afirmou Bird, acrescentando que os equipamentos de longo prazo já foram adquiridos e que a empresa está em processo de adjudicação dos contratos de construção.
O grupo poderá posteriormente elevar a sua capacidade de refinação para 2,1 milhões de barris por dia, com a construção de uma nova refinaria prevista para a África Oriental, o que permitirá à empresa tornar-se um interveniente de relevo nos fluxos de petróleo bruto e produtos refinados, acrescentou.
Segundo Bird, a Nigéria passou de uma situação de escassez de combustíveis para uma realidade de abundância, desde que a refinaria Dangote entrou em funcionamento.



















































