Cinco das 18 pessoas transportadas das Canárias (Espanha) para os Estados Unidos da América (EUA), que viajaram num navio de cruzeiro onde foi relatado um surto de hantavírus, saíram de quarentena e regressaram a casa, anunciaram as autoridades.
O acompanhamento terá continuidade a partir de casa, após os pacientes não terem apresentado sintomas e cumprirem os critérios necessários para deixarem a unidade de quarentena do Centro Médico da Universidade de Nebraska, no centro dos EUA.
Os pacientes deixaram a cidade de Omaha cerca de três semanas depois de terem chegado ao estado de Nebraska, juntamente com outros 13 passageiros, após um surto mortal de hantavírus num navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico Sul.
Os repatriados do cruzeiro incluem 17 cidadãos norte-americanos e um cidadão britânico residentes nos Estados Unidos. Nenhum dos 18 apresentou sintomas, afirmou um porta-voz do Centro Médico da Universidade de Nebraska, na segunda-feira.
O Hondius, com 147 passageiros e tripulantes a bordo, chegou às Canárias em 10 de Maio, após uma viagem que começou em Ushuaia, na Argentina, e os levou a várias ilhas do Atlântico. Durante a viagem, surgiram vários casos de hantavírus, resultando em três mortes.
Num comunicado, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) informou que foram identificados três casos adicionais de hantavírus, um em França, um em Espanha e um no Canadá, desde que os passageiros abandonaram o navio.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) referiu que foram reportados um total de 11 casos de hantavírus ligados ao cruzeiro, incluindo três mortes. Oito casos foram confirmados por exames laboratoriais.
A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição, a 1 de Abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 6 de Abril.
O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda. A taxa de letalidade deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a Organização Mundial da Saúde.



























































