Os principais índices asiáticos acompanharam o rally vivido na sessão norte-americana de terça-feira (2) e fecharam em alta, com os principais índices japoneses, de Taiwan e da Coreia do Sul, a fixarem novos recordes, à medida que a procura por cotadas ligadas à Inteligência Artificial (IA) se intensificou, consolidando o papel desta área como principal motor dos mercados ao nível global.
Por Taiwan, o TWSE ganhou 1,98%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,66%, enquanto o Shanghai Composite deslizou 0,032%. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,15%. No Japão, o Nikkei avançou 2,60% e o Topix valorizou 1,99%.
As fabricantes asiáticas de chips alcançaram novos máximos depois de o Índice de Semicondutores de Filadélfia ter subido quase 6%, atingindo um novo recorde. O sector tecnológico continuou a ser o centro das atenções.
Ainda assim, a cautela instalou-se à medida que o petróleo Brent negoceia com valorizações e se fixa acima dos 97 dólares por barril, devido ao pessimismo quanto às perspectivas de um acordo de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
Os investidores ignoraram as preocupações com as valorizações elevadas, apostando que o forte crescimento dos lucros e o abrandamento das tensões geopolíticas continuarão a apoiar os activos de risco. “A tecnologia continua a dominar o mercado”, sublinhou à Bloomberg o especialista Louis Navellier. “A tendência mantém-se positiva, sendo possível um catalisador para ganhos materiais adicionais com uma resolução [do conflito] com o Irão”, acrescentou.
No que toca a tarifas, os Estados Unidos estão a propor impor taxas de pelo menos 10% sobre as importações da maioria dos principais parceiros comerciais da maior economia mundial, à medida que o Presidente Donald Trump tenta reconstruir uma barreira alfandegária abrangente depois de o Supremo Tribunal dos EUA ter derrubado as tarifas recíprocas impostas pelo republicano.
“Existe uma incerteza considerável quanto à possibilidade de a justificação apresentada desta vez vir a ser contestada judicialmente”, afirmou à agência de notícias financeiras Shen Meng, director do Banco de Investimento Chanson & Co., sediado em Pequim. “Por isso, é provável que o impacto global seja limitado”, resumiu.
Pela Ásia, o iene está novamente no centro das atenções, com o dólar a aproximar-se dos 160 ienes, nível que levou à intervenção das autoridades do país para conterem a desvalorização da moeda. Os investidores aguardam o discurso previsto do governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, à procura de pistas sobre as perspectivas para as taxas de juro.
Entre os movimentos do mercado, a fabricante japonesa de sanitas Toto valorizou mais de 8%, depois de ter anunciado que espera que as despesas nas suas operações relacionadas com chips representem mais de metade do seu investimento total nos próximos anos.
Ainda pelo Japão, e depois de o SoftBank Group ter ultrapassado há dias a capitalização bolsista da Toyota para se tornar na empresa mais valiosa em bolsa do país, a capitalização bolsista da Kioxia Holdings (+0,70%) ultrapassou por breves momentos a da Toyota Motor, à medida que o boom global da IA reestrutura o panorama empresarial do país.



















































