O ouro está a registar perdas na sessão desta quarta-feira (3), com um reacender das hostilidades no golfo a levar a uma subida dos preços do petróleo e a pressionar as perspectivas de um acordo de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
Nesta manhã, o ouro cede 0,57%, para os 4463,180 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso recua 1,10%, para os 74,270 dólares por onça.
Tanto os EUA como o Irão avançaram com novos ataques militares na região do Médio Oriente, depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter revelado na terça-feira que a equipa de negociação do Presidente Donald Trump não pôs em cima da mesa a hipótese de um alívio de sanções ao Irão em troca da reabertura do Estreito de Ormuz, tendo antes insistido que qualquer alívio das sanções estava condicionado à renúncia de Teerão ao seu programa nuclear.
Nesta medida, os preços do petróleo subiram mais de 1%, aprofundando as preocupações com a inflação e os aumentos das taxas de juro. A presidente da Reserva Federal de Cleveland, Beth Hammack, referiu na terça-feira que o banco central dos EUA poderia ter de aumentar as taxas de juro em breve, caso as pressões inflacionistas, já elevadas, continuassem aumentar.
Os investidores aguardam agora por dados do mercado laboral na maior economia mundial, a serem divulgados ainda hoje, e o relatório de emprego previsto para sexta-feira, para avaliar a trajectória da política monetária da Reserva Federal (Fed).
Embora o ouro seja tipicamente visto como uma protecção contra a inflação, tende a perder atractividade num ambiente de taxas de juro mais elevadas.

























































