O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu esta terça-feira (2), em Seul, Coreia do Sul, que o País deve aproveitar o seu potencial em minerais críticos para impulsionar a industrialização, gerar emprego qualificado e aumentar o valor acrescentado da economia nacional.
Intervindo no Fórum de Negócios Coreia-África 2026, dedicado ao papel dos minerais críticos e da energia na transição energética global, o governante afirmou que a estratégia do País passa por ir além da exportação de matérias-primas e apostar no processamento local, na transferência de tecnologia e no desenvolvimento de competências nacionais, segundo um comunicado oficial.
De acordo com o governante, Moçambique dispõe de nove dos 12 minerais críticos actualmente catalogados à escala mundial, incluindo grafite, lítio, terras raras, tântalo, nióbio e titânio, recursos considerados fundamentais para a produção de baterias, semicondutores, energias renováveis e outras tecnologias associadas à transição energética. “O nosso objectivo é transformar os minerais críticos em processamento local, industrialização, transferência de tecnologias, desenvolvimento de competências nacionais, geração de mais empregos de qualidade e inclusão”, afirmou.
O ministro destacou que o País reúne condições para integrar as cadeias globais de valor ligadas aos minerais críticos, sobretudo nos segmentos das baterias, da mobilidade eléctrica, das tecnologias limpas e das energias renováveis, sectores que registam uma procura crescente à escala internacional. Valá sublinhou ainda que a exploração dos recursos minerais deve traduzir-se em benefícios económicos partilhados, contribuindo para o desenvolvimento nacional e para a melhoria das condições de vida da população.

Além do potencial mineiro, o governante destacou os recursos energéticos de que Moçambique dispõe, incluindo energia hidroeléctrica, solar, eólica, biomassa e gás natural, defendendo uma abordagem integrada entre os sectores mineiro e energético para reforçar a competitividade da economia.
Segundo explicou, o Governo está a criar condições para atrair mais investimento nacional e estrangeiro para o denominado complexo mineral-energético, através de reformas legais, regulatórias e institucionais destinadas a melhorar o ambiente de negócios e assegurar maior previsibilidade aos investidores. Durante a sua intervenção, Valá reiterou que Moçambique pretende posicionar-se como um actor relevante na transição energética global, combinando a exploração sustentável dos recursos naturais com a industrialização e a criação de emprego.
O ministro destacou igualmente a importância de aprofundar parcerias estratégicas com países como a Coreia do Sul, considerando que a experiência tecnológica e industrial daquele país pode contribuir para acelerar o desenvolvimento das cadeias de valor ligadas aos minerais críticos e à energia em Moçambique.
A intervenção de Salim Valá ocorreu durante o Fórum de Negócios Coreia-África 2026, realizado em Seul, Coreia do Sul, à margem da Reunião Ministerial Coreia-África, que reúne representantes governamentais, empresários e instituições financeiras dos países africanos e da República da Coreia para discutir oportunidades de cooperação económica, comércio e investimento. Sob o lema “Respostas Conjuntas aos Desafios Globais: Solidariedade Coreia-África”, o encontro centra-se em temas como a transição energética, os minerais críticos, a segurança alimentar, as alterações climáticas e a transformação digital, considerados áreas prioritárias para o aprofundamento das relações económicas entre África e a Coreia do Sul.





















































