O Conselho Municipal de Maputo financiou 287 projectos através do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), numa iniciativa que visa estimular o empreendedorismo, promover a inclusão económica e criar novas oportunidades de emprego na capital do País, informou a Agência de Informação de Moçambique.
Segundo o órgão, a entrega dos financiamentos decorreu esta semana e foi presidida pelo presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, que classificou a iniciativa como mais um passo na dinamização da economia local e no apoio aos cidadãos que apostam em actividades geradoras de rendimento.
“Hoje escrevemos mais uma página importante na história do desenvolvimento económico local da nossa cidade”, afirmou o autarca, acrescentando que o programa representa uma oportunidade concreta para transformar ideias de negócio em empreendimentos sustentáveis.
Segundo Razaque Manhique, o FDEL constitui um instrumento estratégico criado pelo Governo para aproximar recursos financeiros das comunidades, incentivar a produção e fomentar a geração de rendimento.
“Trata-se de uma medida estruturante que coloca recursos financeiros mais próximos das comunidades, promove a inclusão económica, estimula o empreendedorismo, gera emprego e cria oportunidades para milhares de moçambicanos”, declarou.
O edil agradeceu ao Governo pela implementação da iniciativa, sublinhando que o fundo responde a necessidades reais da população e contribui para o fortalecimento do tecido económico local.
Durante a cerimónia, Razaque Manhique recordou aos beneficiários que os montantes atribuídos correspondem a empréstimos que deverão ser geridos com responsabilidade e reembolsados para que mais cidadãos possam beneficiar do programa.
“Os recursos que hoje recebem pertencem ao povo moçambicano e constituem um voto de confiança do Estado nas vossas capacidades”, disse.
O responsável apelou ainda à aplicação criteriosa dos fundos, defendendo que o reembolso deve ser encarado como um acto de solidariedade e de responsabilidade social.
“O reembolso dos valores recebidos não deve ser visto apenas como uma obrigação administrativa, mas como uma forma de permitir que outros munícipes tenham a mesma oportunidade de melhorar as suas vidas”, sublinhou.
“Trata-se de uma medida estruturante que coloca recursos financeiros mais próximos das comunidades, promove a inclusão económica, estimula o empreendedorismo, gera emprego e cria oportunidades para milhares de moçambicanos”
Razaque Manhique
Na ocasião, o autarca anunciou que já está assegurada uma segunda fase do programa, que contará com uma dotação financeira superior à actual. Segundo explicou, o município está a trabalhar na definição de critérios que permitam alargar o número de beneficiários, sem descurar os projectos anteriormente submetidos que não foram contemplados devido à limitação de recursos.
Razaque Manhique anunciou igualmente que o Conselho Municipal está a avaliar mecanismos para reduzir os custos associados à obtenção da documentação exigida aos jovens candidatos ao financiamento.
“O jovem que procura financiamento geralmente não dispõe de recursos suficientes para suportar todos os custos iniciais exigidos pelo processo”, observou.
Entre os beneficiários encontra-se Esperança Sitoe, promotora de um projecto ligado à capoeira, que manifestou confiança no sucesso da iniciativa. “Espero implementar o projecto, alcançar os resultados previstos, obter lucro e cumprir a devolução do valor que nos foi emprestado”, afirmou.
O Fundo de Desenvolvimento Económico Local é uma iniciativa do Governo destinada a apoiar pequenos empreendedores e actividades geradoras de rendimento, contribuindo para o desenvolvimento económico das comunidades e para a criação de emprego.



























































