Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira (2) divididos entre ganhos e perdas, numa sessão em que as valorizações voltaram a ser impulsionadas por cotadas ligadas à área da Inteligência Artificial (IA), que beneficiaram do anúncio de que a Anthropic já apresentou um pedido confidencial para entrar em bolsa, à medida que os investidores continuam a seguir de perto os novos desenvolvimentos em torno da guerra no Médio Oriente.
Por Taiwan, o TWSE ganhou 0,48%. Na China, o Hang Seng, de Hong Kong, somou 2,04%, enquanto o Shanghai Composite subiu 0,48%. Na Coreia do Sul, o Kospi cedeu 0,19%. Já no Japão, o Nikkei recuou 0,43% e o Topix perdeu 0,54%.
A apoiar o sentimento dos investidores esteve também a queda dos preços do petróleo, com o Brent a registar perdas de cerca de 1%, para perto dos 94 dólares por barril.
Tal acontece depois de os preços do crude terem registado ganhos na sessão de segunda-feira, na sequência de o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, terem apresentado versões divergentes sobre uma conversa telefónica entre ambos relativa aos combates israelitas no Líbano. As versões contraditórias acrescentaram uma nova camada de incerteza aos mercados, embora Trump tenha afirmado mais tarde que as negociações com o Irão continuavam em cima da mesa, proporcionando algum alívio aos investidores.
“O comércio de IA não está quebrado, mas, após uma recuperação tão prolongada, tornou-se extremamente sensível a qualquer notícia que possa reacender a reacção em cadeia petróleo-inflação-rendimentos, da qual o mercado passou três meses a tentar escapar”, afirmou à Bloomberg Hebe Chen, da Vantage Global Prime. O entusiasmo sem paralelo pelo sector da Inteligência Artificial tem vindo a impulsionar as acções globais para máximos históricos, compensando a volatilidade dos mercados causada pelas tensões no Médio Oriente.
Embora os investidores continuem a antecipar que poderá ser alcançado um acordo entre os EUA e o Irão, a fragilidade da situação no Estreito de Ormuz mantém os preços da energia no centro das atenções, como um factor-chave para as perspectivas de curto prazo da inflação e das taxas de juro, no arranque de um mês que contará com novas decisões de vários bancos centrais.
Entre os movimentos do mercado, a tecnológica chinesa Tencent Holdings disparou quase 10%. Já a tecnológica taiwanesa Foxconn ganhou mais de 2%, num dia em que anunciou uma parceria estratégica com a empresa francesa Bull para desenvolver infra-estruturas de Inteligência Artificial e computação na nuvem destinadas ao mercado global a partir da Europa.
Em comunicado, a empresa indicou que o acordo prevê um investimento inicial superior a 120 milhões de euros.





















































