As reservas de ouro valorizaram 65% em 2025, atingindo o equivalente a 35 mil milhões de meticais (467 milhões de euros), segundo dados do Banco de Moçambique (BdM) compilados e citados pela Lusa. O crescimento representa um aumento expressivo face ao ano anterior.
De acordo com as demonstrações financeiras do banco central, em 2024 as reservas de ouro estavam avaliadas em 21,2 mil milhões de meticais (283 milhões de euros). A valorização registada em 2025 soma-se ao aumento de 27,1% observado no exercício anterior.
A evolução do valor das reservas resulta sobretudo da subida do preço internacional do ouro, uma vez que o ‘stock’ físico do metal precioso se manteve relativamente estável. Assim, o crescimento reflecte essencialmente a valorização do mercado internacional.
Segundo o enquadramento do BdM, as reservas cambiais são constituídas por ouro amoedado, em barra ou lingote, prata fina e platina, direitos de saque especiais, moeda estrangeira e outros activos expressos em moeda estrangeira de convertibilidade assegurada.
Em Março, o Governo anunciou que investidores dos Emirados Árabes Unidos pretendem instalar a primeira refinaria de ouro em Moçambique. A proposta foi apresentada durante uma audiência entre o ministro da Economia, Basílio Muhate, e representantes da Câmara de Comércio Árabe-Moçambicana (CCAM), em Maputo.
Uma refinaria de ouro envolve um processo industrial de purificação que transforma ouro bruto ou reciclado em ouro de elevada pureza. Segundo um comunicado do Ministério da Economia, os empresários manifestaram também interesse em investir nos sectores da agricultura, indústria alimentar e pescas.
Apesar da valorização das reservas, a produção moçambicana de ouro caiu 17% em 2025, para 1349 quilogramas, correspondendo a apenas 82% da meta anual. “Esta redução resultou da paralisação das actividades de extracção de ouro em Manica, sendo esta uma das províncias de maior produção nas grandes empresas de mineração artesanal de pequena escala”, refere o documento governamental.
Ainda assim, para 2026 o Governo prevê uma produção superior a 1723 quilogramas, o que poderá representar um novo recorde anual, justificando que “o aumento na produção de ouro resultará do bom desempenho das duas principais empresas do sector e do investimento na ampliação da capacidade produtiva”.





















































