O Tesouro da África do Sul publicou um quadro de referência para instrumentos de financiamento sustentável com o objectivo de mobilizar 228 mil milhões de dólares necessários para mitigar os efeitos das emissões de gases com efeito de estufa ao longo da próxima década.
O plano estabelece directrizes para a emissão de instrumentos de financiamento verdes, sociais e de sustentabilidade, incluindo empréstimos e obrigações. Os recursos destinam-se ao financiamento de projectos novos e já existentes com benefícios ambientais e sociais.
Num relatório publicado no seu portal, o Tesouro Nacional explica que o documento também define os critérios que irão orientar as decisões de financiamento. A iniciativa pretende criar uma base clara para a mobilização de capital destinado a projectos sustentáveis.
Entre os investimentos elegíveis constam a produção de hidrogénio, a energia hidroeléctrica, a electricidade geotérmica e a bioenergia. Estas áreas são consideradas estratégicas para apoiar a transição energética do país.
O quadro de referência prevê igualmente a captação de recursos para infra-estruturas de transmissão de electricidade, redes de distribuição para energias renováveis e gases de baixo carbono, bem como para o desenvolvimento de tecnologias energeticamente eficientes.
“Esta iniciativa visa alinhar a estratégia de financiamento do país com os seus objectivos de sustentabilidade, atraindo financiamento sustentável para apoiar os compromissos de descarbonização da África do Sul de forma justa e inclusiva”, refere o Tesouro no documento.
A África do Sul tem sido alvo de críticas devido à lentidão na procura de financiamento junto de investidores interessados em apoiar o desenvolvimento sustentável e favorável ao clima. As críticas surgem numa altura em que o país prevê investimentos significativos em infra-estruturas.
Ao mesmo tempo, Pretória procura reduzir a sua forte dependência do carvão para cumprir os compromissos globais de combate às alterações climáticas. O quadro de referência surge mais de cinco anos depois de o Governo ter anunciado, pela primeira vez, planos para a emissão de obrigações verdes.
Fonte: Bloomberg



























































