O vinho de gelo, mais conhecido como ice wine, é um tipo produzido com uvas congeladas ainda nas videiras. O seu rendimento é baixo, pois uma videira inteira produz somente uma garrafa, com sabor muito doce e alta acidez. Não por acaso é um dos vinhos mais caros do mundo.
Acredita-se que foi descoberto de modo despretensioso na Francónia, Alemanha, no final do século XVIII, mas só em meados do século XX os viticultores alemães começaram a produzir o eiswein (“ice wine”, em alemão) de forma intencional e com bases consistentes. Chegou ao Canadá no final dos anos 1970 e a sua produção cresceu significativamente a partir dos anos 1990 naquele país. Hoje em dia, o Canadá é o maior produtor de ice wine do mundo.
Cerca de 75% da produção canadiana de ice wine é feita em Ontário e o restante na Colúmbia Britânica, embora a Nova Escócia e o Quebeque também produzam pequenas quantidades.
A Alemanha ocupa o segundo lugar nesse ranking. Também produzem vinhos feitos a partir de uvas congeladas, mas em quantidades pouco significativas, a Áustria, a Austrália, a Croácia, a República Checa, a França, Hong Kong, a Hungria, Israel, a Itália, o Luxemburgo, a Nova Zelândia, a Eslováquia, a Eslovénia, a Suécia e os Estados Unidos.
O ice wine é produzido a partir de uvas deixadas na videira até congelarem, em regiões com temperaturas muito baixas no Inverno. Os açúcares e outros sólidos dissolvidos não congelam, mas a água sim, produzindo um mosto mais concentrado, que é prensado a partir das uvas ainda congeladas.
Os cristais de água ficam retidos na prensa, resultando numa menor quantidade de vinho, mas mais concentrado, muito doce e com elevada acidez. No ice wine, o congelamento deve acontecer antes da fermentação e não depois. As uvas, o mosto e o vinho não podem ser refrigerados artificialmente em nenhuma fase do processo.
Fonte: Revista Adega


























































