O Fundo Nacional de Energia (Funae), de Moçambique, alertou que a dispersão populacional, as dificuldades no pagamento dos serviços e a mobilização de investimentos constituem desafios para a expansão da rede eléctrica, num momento em que o País pretende alcançar a cobertura total até 2030.
No seminário alusivo ao ‘Dia da Energia’, celebrado a 11 de Maio, sob o tema “Desafios para o Alcance da Meta do Acesso Universal à Energia, até 2030”, Arcádia Nhantumbo, do Funae, explicou que o encontro serviu para destacar os principais desafios do sector. No encontro, sublinhou a necessidade de grandes investimentos e de uma planificação integrada para garantir o acesso universal nos próximos quatro anos.
A responsável afirmou ainda que “mesmo levando a rede da energia aos locais, as pessoas ainda têm alguma limitação no pagamento deste serviço”, defendendo, por isso, a promoção de “algum uso produtivo para se poder ter algum rendimento para poder ser paga esta energia”.
Segundo Arcádia Nhantumbo, um terceiro desafio prende-se com as limitações no financiamento, apelando à mobilização de fundos públicos e privados e à participação dos empresários na criação de soluções para o acesso universal à energia no País.
Por sua vez, a Electricidade de Moçambique (EDM) alertou igualmente para o roubo de energia e a vandalização das infra-estruturas. “São vários desafios, a questão das infra-estruturas é um desafio, a vandalização e o roubo de energia, a questão da dispersão geográfica em Moçambique é um desafio, os financiamentos, mas nós gostamos de olhar para os desafios como uma oportunidade de melhoria e é isso que fazemos”, disse a directora de academia da EDM, Assa Fumo.
De acordo com António Manda, secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, desde a criação da EDM, em 1977, Moçambique concluiu a electrificação de todas as capitais provinciais, bem como das sedes dos 154 distritos e de 357 sedes de postos administrativos, num universo de 416 existentes.
O governante referiu ainda que “a média dos últimos anos em termos de novas ligações, com esta introdução do programa ‘Energia para Todos’, ronda os 400 mil novos consumidores, sobretudo nas zonas rurais”, acrescentando que este facto reforça o compromisso do Governo de atingir o acesso universal até 2030.
Em Março, a EDM previu investir 82 milhões de dólares este ano, com pelo menos 420 mil novas ligações, beneficiando cerca de dois milhões de pessoas. Segundo o presidente do Conselho de Administração da empresa, Joaquim Ou-chim, 70 milhões de dólares são provenientes do projecto ProEnergia, financiado pelo Banco Mundial, e os restantes 12 milhões de dólares da tesouraria da EDM.
Fonte: Lusa



























































