O Governo quer colocar os serviços públicos na “palma da mão” dos cidadãos, através da transformação digital, com o objectivo de reduzir as longas distâncias no acesso aos serviços e aproximar o Estado das populações, escreveu a Lusa.
“Estamos a trabalhar para garantir serviços públicos na ‛palma da mão’, acessíveis a partir do local onde o cidadão se encontra, através de plataformas digitais integradas, seguras e eficientes. A nossa missão é clara: garantir serviços públicos mais próximos do cidadão, mais simples, mais rápidos e mais inclusivos”, afirmou a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela.
A governante falava em Maputo, na abertura da primeira sessão ordinária da Comissão Técnica Multissectorial de Coordenação da Implementação da Transformação Digital (CTD), onde defendeu que a transformação digital só fará sentido em Moçambique se resultar em melhorias concretas na vida dos cidadãos.
“Pretendemos que o cidadão deixe de percorrer longas distâncias para aceder a um serviço público, deixe de percorrer diferentes instituições do Estado, de enfrentar longas filas e deixe de apresentar, repetidamente, os mesmos documentos”, declarou Samaria Tovela.
Segundo a ministra, o Executivo pretende implementar uma transformação digital que permita serviços públicos mais simples, rápidos, seguros e próximos dos cidadãos, contribuindo para reduzir a burocracia, eliminar duplicações, melhorar a gestão da informação, reforçar a transparência e aumentar a confiança nas instituições públicas.
Com esta transformação, o Estado espera igualmente melhorar de forma substancial a eficiência e a eficácia na prestação de serviços, reduzir custos operacionais, aumentar a comodidade e a satisfação dos cidadãos na sua interacção com a administração pública e o sector privado, bem como reduzir os índices de corrupção e reforçar a arrecadação de impostos e receitas para o erário público.
Apesar das metas traçadas, Samaria Tovela reconheceu a existência de vários desafios. “Temos consciência de que ainda persistem desafios significativos, como serviços e plataformas fragmentadas, processos administrativos complexos, sistemas que não comunicam entre si e soluções tecnológicas desenvolvidas de forma isolada, sem a devida articulação institucional”, afirmou.
No mesmo evento, o presidente do Conselho de Administração da Agência de Transformação Digital e Inovação, Adilson Gomes, defendeu a necessidade de reforçar os investimentos em infra-estruturas digitais em todo o País. O responsável afirmou que “todos os dados dos moçambicanos geridos pelo Estado deverão estar nos centros de dados do Governo”, acrescentando que estes serviços serão implementados de forma progressiva, acompanhando a evolução tecnológica mundial, incluindo o recurso à Inteligência Artificial.
Moçambique tem vindo a reforçar a base legal deste sector, com a aprovação de instrumentos sobre segurança cibernética e com avanços na instalação de infra-estruturas digitais. Neste processo, a CTD tem a responsabilidade de assegurar a materialização dos objectivos definidos para a transformação digital ao nível institucional.
Fonte: Lusa



























































