O Banco Mundial vai disponibilizar cerca de 500 milhões de dólares para financiar o sector agrícola em Moçambique, no âmbito de um plano destinado a impulsionar a produção de alimentos da cesta básica e reforçar a pecuária no País, tal como informou a Agência de Informação de Moçambique (AIM).
O anúncio foi feito esta quinta-feira (28), na cidade da Matola, província de Maputo, pelo secretário permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Baptista, à margem da Consulta Pública sobre o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA 2036) e o Programa de Desenvolvimento de Cadeias de Valor do Agro-negócio (MozAgriBiz).
Segundo o dirigente, o financiamento será desembolsado em duas fases de cinco anos, correspondendo a 250 milhões de dólares para cada etapa. De acordo com Acubar Baptista, o principal objectivo do programa passa por reforçar a produção nacional de alimentos considerados essenciais para o consumo interno, com destaque para arroz, milho, cereais, feijões e batata-reno. “A prioridade é criar um foco na produção dos alimentos da cesta básica”, afirmou.
O responsável explicou que o plano pretende igualmente consolidar a diversificação alimentar e reforçar os níveis de segurança alimentar no País, num contexto marcado por desafios climáticos e necessidade de aumento da produtividade agrícola.
Além da componente agrícola, o programa prevê igualmente investimentos na pecuária, com enfoque na produção de proteínas. “Queremos também atacar a pecuária, que é a parte das proteínas. Estamos a falar de frangos e ovos, e também na produção da soja, e ainda no gado bovino e caprino”, acrescentou Acubar Baptista.
A consulta pública serviu para discutir os principais instrumentos estratégicos para o desenvolvimento do sector agrário, nomeadamente o PEDSA 2036 e o MozAgriBiz, programas que o Governo considera fundamentais para modernizar a agricultura nacional e fortalecer as cadeias de valor do agro-negócio.
O encontro reuniu representantes do Governo da província de Maputo, Banco Mundial, agricultores, académicos, sector privado e quadros de diferentes instituições públicas. Segundo o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, a iniciativa visa recolher contribuições técnicas e recomendações para reforçar os dois programas estratégicos e promover um sector agrário mais produtivo, resiliente, moderno e competitivo.
O Executivo espera igualmente que os programas contribuam para o aumento da produção nacional, criação de emprego, geração de rendimento e promoção do desenvolvimento sustentável no País.
Sobre PEDSA
O PEDSA 2036 sucede ao Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário e constitui o principal instrumento orientador da política agrária de Moçambique, alinhado com a visão do Governo de transformar o sector agrário num motor de crescimento económico, segurança alimentar e geração de emprego. O plano assenta numa estratégia de modernização da agricultura, integração dos pequenos produtores nas cadeias de valor e reforço da competitividade do agronegócio, com enfoque no aumento da produção, produtividade e resiliência climática.
O programa estabelece igualmente prioridades ligadas à irrigação, mecanização agrária, financiamento rural, desenvolvimento pecuário e expansão das infra-estruturas agrícolas, prevendo uma forte participação do sector privado e dos parceiros de desenvolvimento. Segundo o documento estratégico, cerca de 80% da população moçambicana depende da agricultura e da pesca para o seu sustento, razão pela qual o PEDSA considera o sector agrário um dos pilares centrais para a redução da pobreza e transformação económica do País.





















































