O Governo quer avançar com um sistema de Transporte Rápido Autónomo (ART) na Área Metropolitana de Maputo, através de uma parceria com o sector privado. O projecto prevê, entre outras infra-estruturas, uma linha com cerca de 30 quilómetros entre as cidades de Maputo, Matola e Boane, escreveu a Lusa.
A iniciativa consta de um edital publicado pelo Ministério dos Transportes e Logística e pela Agência Metropolitana de Transportes de Maputo, destinado à selecção de uma empresa de assistência técnica para apoiar a contratação da entidade que irá conceber, implementar e operar o sistema ART.
Segundo o documento, a futura entidade responsável deverá elaborar o projecto detalhado, fornecer o material circulante e os sistemas tecnológicos, construir as infra-estruturas necessárias e assegurar a operação inicial do sistema. Posteriormente, a gestão será transferida gradualmente para o Governo.
O sistema ART é descrito como uma solução híbrida de transporte público urbano, semelhante a um metro de superfície, combinando características de comboio ligeiro e autocarro articulado. O concurso público prevê a apresentação de manifestações de interesse até ao dia 3 de Junho.
O edital especifica igualmente a linha 2 da futura rede, que deverá ligar Maputo e Matola, as duas maiores cidades do País, prolongando-se depois até Boane, numa extensão aproximada de 30 quilómetros.
A 15 de Maio, o Presidente da República, Daniel Chapo reconheceu a existência de “grandes desafios” na mobilidade urbana de Maputo, apesar da recente entrega de cerca de 190 autocarros movidos a gás natural.
O chefe do Estado acrescentou que o Governo está a trabalhar “a todo o gás” para o arranque das obras do metro de superfície, integrado num programa que prevê também soluções complementares com autocarros de trânsito rápido.
“Temos consciência de que os ‘machimbombos’, os Autocarros de Trânsito Rápido (BRT, na sigla inglesa) e o metro de superfície, funcionando de forma integrada, poderão contribuir para resolver os problemas de mobilidade urbana na cidade de Maputo”, declarou.



























































