A Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA) do Banco Mundial planeia mais do que duplicar as garantias que concede anualmente em África para 6,4 mil milhões de dólares, nos próximos três anos e meio, com o objectivo de mobilizar 23 mil milhões de dólares em capital privado para projectos que vão desde a segurança alimentar e energética até à conversão de dívida.
Segundo uma publicação da Reuters, a MIGA expandiu a utilização das suas garantias desde que o Banco Mundial consolidou as suas operações de garantia sob uma única estrutura há quase dois anos.
Estas garantias apoiaram as primeiras trocas de dívida do Banco na Costa do Marfim e em Angola, bem como programas de segurança alimentar no Quénia, mais de 100 projectos de energia e empréstimos bancários no Gana e na Zâmbia.
A agência não detalhou a sua carteira de projectos, mas afirmou que as garantias continuarão a visar redes de energia, financiamento comercial, conectividade digital, segurança alimentar e apoio a bancos locais.
Os instrumentos incluirão seguro contra riscos políticos, reforço de crédito, trocas de dívida e garantias de carteira mais abrangentes em vários países.
O director-geral da MIGA, Tsutomu Yamamoto, afirmou que o aumento das garantias desempenharia um “papel fundamental” na atracção de investimento, na criação de empregos e, “em última análise, ajudaria a construir economias robustas e estáveis”.
Com as principais economias a reduzirem drasticamente os orçamentos de ajuda, ao mesmo tempo que procuram acesso aos recursos minerais de África, os credores multilaterais recorrem cada vez mais a garantias para reduzir o risco dos investimentos e maximizar o financiamento disponível.
O objectivo mais amplo da MIGA é aumentar a emissão global de garantias do Grupo do Banco Mundial para 20 mil milhões de dólares por ano até 2030.



























































