O Governo sul-africano aumentou os direitos aduaneiros sobre determinados produtos siderúrgicos, que variam entre 10% e 30%, para defender a indústria em dificuldades face à fraca procura e ao aumento das importações, lideradas pela China, reportou, nesta terça-feira, a Reuters.
A ArcelorMittal África do Sul e outras empresas encerraram algumas fábricas, e a Comissão de Administração do Comércio Internacional (ITAC) do país recomendou, no ano passado, que o Governo tomasse medidas de emergência para defender o sector, propondo direitos de importação a partir de 10% sobre os produtos siderúrgicos.
Os direitos anunciados num comunicado do Governo datado de 15 de Maio aplicar-se-ão a produtos como ferro laminado plano ou aço não ligado, bem como barras, varões, tubos e canos. Anteriormente, a África do Sul aplicava tarifas de zero a 15% sobre estes produtos.
“Esperamos que esta decisão proporcione à indústria local o espaço necessário para se ajustar de forma a permitir-lhe investir na sua capacidade”, afirmou, nesta terça-feira, o comissário-chefe da ITAC, Ayabonga Cawe.
Os descontos tarifários para os transformadores que utilizam produtos como o aço estrutural pesado e o aço plano utilizado na electrónica também foram ajustados, segundo Cawe.
As importações representam cerca de 36% do consumo total de aço da África do Sul, sendo que a China é responsável por 73% das importações, segundo o Instituto Sul-Africano do Ferro e do Aço.



























































