O Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu nesta segunda-feira, 18 de Maio, alta vigilância da polícia para evitar que raptores furem a “muralha de segurança” criada no País, referindo que o combate ao crime continua prioridade absoluta.
“Nestes meses em que a situação normalizou, os criminosos estarão provavelmente a engendrar artimanhas para furarem a muralha de segurança montada pelo Estado. É imperioso continuarem a manter o nível de vigilância em alta contra os raptos”, alertou Daniel Chapo, em Maputo, durante a saudação à corporação por ocasião da celebração do 51.º aniversário da Polícia da República de Moçambique (PRM).
O chefe do Estado disse que são encorajadores os resultados alcançados nos últimos meses no combate aos raptos em Moçambique, mas avisou que “não se deve dormir à sombra da bananeira”, acreditando que o crime “passou para a história”.
“O combate aos raptos deve continuar a ser uma prioridade absoluta no País. Estas recomendações não são direccionadas apenas à PRM. Elas são válidas para todas as forças e instituições que fazem parte do xadrez de segurança dos moçambicanos”, declarou.
“O rapto constitui uma das manifestações mais graves da criminalidade organizada no nosso país. As redes criminosas operam muitas vezes com ramificações transnacionais, estrutura hierarquizada e utilização intensiva de meios tecnológicos sofisticados e com recurso a mecanismos de corrupção e infiltração nos órgãos do Estado, tornando mais complexa a investigação”, avançou o procurador-geral, Américo Letela.
Falando no Parlamento, durante a apresentação do Informe Anual da PGR, o responsável chamou a atenção para a mudança no modus operandi dos raptores, que recorrem a tecnologias avançadas com maior incidência para meios criptografados de comunicação e o pagamento de resgate em criptomoedas.
O governante avançou que esta estabilidade cumpre a promessa feita na sua tomada de posse, em Janeiro de 2025, e começa a devolver confiança à classe empresarial nacional e internacional, que tem sido o principal alvo deste tipo de crimes.
Chapo recordou ainda que os raptos já vitimaram cerca de 150 empresários em 12 anos, de acordo com dados anteriormente avançados pelo sector empresarial, o que contribuiu para o agravamento do ambiente de negócios no País.





















































