O ministro do Interior, Paulo Chachine, afirmou que o empresário italiano Humberto Sartori Vidock morreu em decorrência de complicações de saúde e de uma greve de fome auto-imposta. O proprietário do complexo Kaya-Kwanga foi encontrado sem vida na sexta-feira (15), por volta das 8h30, durante a rendição da guarda no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, vulgarmente conhecido como B.O.
“Era do conhecimento público que Humberto Sartoni foi preso, e que se recusava a consumir as refeições oferecidas, ou seja, estava em greve de fome. Entretanto, quando decidiu começar a comer, já estava debilitado e com problemas de saúde”, explicou o governante citado pela Agência de Informação de Moçambique.
Num comunicado, a Direcção-Geral do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) revelou que o corpo do empresário foi encontrado no chão da cela, já sem sinais vitais. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) realizou posteriormente a inspecção ao local para confirmar o óbito do cidadão, que se encontrava detido desde 21 de Abril por alegados crimes de tráfico e branqueamento de capitais.
No documento partilhado com o DE, a entidade prisional referiu que Humberto Sartori recusava, de forma voluntária, alimentar-se desde a entrada no estabelecimento prisional, acrescentando que “a situação de greve de fome já era do conhecimento da família, do advogado e do médico particular, tendo sido reportada pelas instâncias prisionais assim que o comportamento foi notado.”
Humberto Sartori era uma figura central em processos relacionados com alegada fraude fiscal e falsificação de documentos. A sua morte ocorreu num momento de forte atenção mediática em torno do caso, estando agora em curso diligências para apurar as circunstâncias exactas.
Numa das intervenções, o porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo, Hilário Lole, explicou que a acção de busca e captura tinha resultado de um trabalho prévio de inteligência criminal, que apontava para o alegado envolvimento dos detidos numa rede de crime organizado. As detenções ocorreram nas residências e nos escritórios dos suspeitos, onde foram igualmente apreendidos diversos bens susceptíveis de servir como prova no processo.





















































