O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que a industrialização da cadeia de valor do caju é a condição crucial para que Moçambique possa alcançar a independência económica e fortalecer a capacidade produtiva nacional.
Intervindo durante a cerimónia de lançamento do livro A Economia do Caju em Moçambique: O Contexto das Políticas de Bretton Woods e os Pressupostos da Engenharia de Reindustrialização, o governante explicou que o verdadeiro desenvolvimento só acontece quando os recursos nacionais são convertidos em indústria, emprego, inovação e melhores condições de vida para a população.
“Não basta produzir, é preciso transformar. Não basta exportar recursos, é preciso agregar valor. Moçambique já foi o maior produtor mundial de castanha de caju e actualmente está entre os sete maiores”, afirmou o chefe do Estado, citado pela Agência de Informação de Moçambique.
Chapo destacou que as universidades e os investigadores devem aprofundar o estudo da economia nacional, a fim de produzirem conhecimentos orientados para o desenvolvimento do País, sustentando que a cadeia de valor do caju deve igualmente representar uma oportunidade concreta para a inclusão e o empoderamento das mulheres.
O encaixe com a venda externa de caju atingiu 121,6 milhões de dólares, o que representa um crescimento expressivo face aos 44,1 milhões de dólares registados em 2024, traduzindo-se praticamente numa triplicação das receitas no espaço de um ano. O desempenho foi impulsionado sobretudo pelo aumento do volume exportado, que passou de 48 403 toneladas para 93 247 toneladas, com o Vietname e a Índia a manterem-se como os principais destinos.
O Governo prevê investir 374 milhões de dólares no desenvolvimento da cadeia de valor do caju até 2034, com o objectivo de aumentar a produção anual das actuais 158 mil toneladas para 689 mil toneladas. O programa, de âmbito nacional, visa fortalecer áreas como a investigação, o fomento, a assistência técnica, a comercialização e o processamento, bem como ampliar o número de produtores assistidos de 230 mil para mais de 600 mil.
De acordo com a fundamentação, esta proposta visa estimular a competitividade entre os actores e garantir a segurança e tranquilidade necessárias aos investimentos no subsector do caju, visando estabelecer, entre outros objectivos, os procedimentos da comercialização, do processamento, da exportação e das taxas de sobrevalorização da castanha de caju em bruto e de amêndoa.



























































