O presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, expressou, nesta segunda-feira, 18 de Maio, “profunda preocupação” com os surtos de ébola declarados na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda, entretanto também confirmados no Sudão do Sul, temendo uma propagação regional.
Mahmoud Ali Youssouf elogiou os Governos da RDC, nação vizinha de Angola, e do Uganda, assim como as autoridades de saúde nacionais e os profissionais da linha da frente, pela resposta rápida e pelos esforços contínuos para conter os surtos em circunstâncias difíceis.
“Saúdo também as medidas de preparação que estão a ser adoptadas pelos países vizinhos, particularmente o Sudão do Sul”, referiu o representante da UA antes de ter sido declarado um caso no país, recordando que “África já superou grandes desafios de saúde pública antes e, através da unidade, coordenação e acção colectiva, superaremos este também.”
Por outro lado, declarou que a organização apoia totalmente a liderança do seu Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (Africa CDC) na coordenação de uma resposta continental, em estreita colaboração com os Estados-membros, a Organização Mundial da Saúde, parceiros humanitários, doadores e todas as partes interessadas relevantes.
“Apelamos a todos os Estados-membros e parceiros para que intensifiquem o apoio aos esforços de preparação, vigilância e resposta rápida nos países afectados e em risco”, reforçou.
As autoridades do Sudão do Sul detectaram nesta segunda-feira um caso do vírus Ébola no estado de Equatória Ocidental, perto da fronteira com a RDC, onde foi declarada a origem do surto.
O caso foi detectado através dos sistemas de vigilância permanente estabelecidos nas comunidades fronteiriças, que entraram em acção depois de as autoridades sanitárias da RDC terem alertado para o surto de Ébola declarado na passada sexta-feira na província oriental de Ituri, que já causou “91 mortes prováveis” e cerca de 350 casos suspeitos.
Pelo menos uma pessoa morreu também no Uganda, pelo que, na sexta-feira, o Ministério da Saúde do Sudão do Sul alertou, num comunicado, para um risco acrescido de transmissão transfronteiriça.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou neste domingo uma emergência internacional face a este surto, o que levou vários países africanos a reforçarem os controlos sanitários e a fecharem as suas fronteiras, como é o caso do Ruanda.
O vírus Ébola transmite-se através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
Segundo a OMS, o vírus apresenta uma taxa de mortalidade entre 25% e 90%.
Fonte: Lusa





















































