Um grupo de estudantes de Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, desenvolveu um guarda-sol equipado com painéis fotovoltaicos, denominado Ohm-Brella, capaz de produzir energia renovável em espaços exteriores.
A estrutura utiliza painéis solares instalados na cobertura do guarda-sol para gerar electricidade, permitindo alimentar dispositivos electrónicos e criar pontos de carregamento em áreas ao ar livre, como esplanadas, praias e espaços públicos. Segundo o grupo, a proposta procura oferecer uma alternativa energética sustentável para estabelecimentos que operam em espaços exteriores, reduzindo a dependência da rede eléctrica convencional e incentivando o uso de energia limpa.
Além do fornecimento de energia para carregamento de telemóveis e pequenos equipamentos electrónicos, a equipa acredita que a solução poderá evoluir para aplicações mais amplas no futuro, incluindo produção em escala industrial e eventual integração na rede eléctrica.
“A transição energética exige talento, capacidade crítica e soluções aplicáveis ao mundo real. Os projectos desenvolvidos vão além do exercício académico: respondem a desafios concretos das comunidades e demonstram como a inovação e o impacto social podem caminhar juntos”, afirmou Martim Salgado, líder do grupo, citado pelo portal Sapo.
Para a equipa, o uso de estruturas urbanas já presentes no quotidiano, como guarda-sóis e esplanadas, “pode representar uma forma mais prática de expandir a geração de energia renovável sem exigir grandes obras ou ocupação adicional de espaço”.
Além do fornecimento de energia para carregamento de telemóveis e pequenos equipamentos electrónicos, a equipa acredita que a solução poderá evoluir para aplicações mais amplas no futuro, incluindo produção em escala industrial e eventual integração na rede eléctrica
Criado no âmbito da iniciativa “Escola da Energia”, promovida pela Fundação Energias de Portugal (EDP), a iniciativa envolveu formação, mentoria e apoio técnico para implementação das propostas seleccionadas, com vista a “incentivar estudantes do ensino superior em Portugal a desenvolver soluções inovadoras ligadas à sustentabilidade, eficiência energética e descarbonização.”
De acordo com a Fundação EDP, os projectos seleccionados nesta edição abordaram diferentes áreas da transição energética, incluindo produção de biometano a partir de resíduos alimentares, Inteligência Artificial para optimização de consumo energético, purificação do ar, infra-estruturas urbanas sustentáveis e soluções de microgeração renovável.
A criação surge num momento em que universidades e centros de investigação intensificam o desenvolvimento de soluções energéticas descentralizadas, capazes de responder simultaneamente aos desafios climáticos, à procura crescente por electricidade limpa e à necessidade de infra-estruturas urbanas mais sustentáveis.


























































