O Governo da Zâmbia autorizou dois produtores de cobre a retomarem as exportações de ácido sulfúrico para a República Democrática do Congo (RDC), segundo o ministro do Comércio, Chipoka Mulenga, à medida que o país flexibilizou as restrições sobre este produto mineiro, noticiou a Reuters, nesta quinta-feira (14).
De acordo com a agência, as fundições na Zâmbia, o segundo maior produtor de cobre de África, geram cerca de dois milhões de toneladas métricas de ácido sulfúrico por ano, principalmente como subproduto utilizado pelas minas locais. Qualquer excedente é enviado para o vizinho RDC.
Na região da cintura do cobre, na África Central, o ácido sulfúrico é utilizado para extrair cobalto e cobre, muito procurados para a transição para a energia verde, a partir de minérios de óxido.
O Governo da Zâmbia proibiu as exportações de ácido sulfúrico em Setembro do ano passado, seguindo-se uma política de licenciamento em Março, depois de a fraca produção interna e as perturbações globais ligadas à guerra no Irão terem restringido o fornecimento de produtos químicos de lixiviação. Em resposta, as empresas mineiras do RDC, o maior produtor mundial de cobalto e o segundo maior de cobre, reduziram o consumo e ponderaram reduções na produção.
No entanto, o ministro do Comércio e Indústria da Zâmbia, Chipoka Mulenga, disse à Reuters nesta quinta-feira que o Governo autorizou as mineradoras Chambishi Copper Smelter e a Mopani Copper Mines a retomar os envios de ácido sulfúrico após a recuperação das reservas locais.
Irão exportar uma “quantidade limitada para garantir que o mercado local não seja prejudicado”, afirmou Mulenga, sem especificar os volumes. O governante sublinhou que a Zâmbia poderá alargar as autorizações de exportação se as condições de abastecimento continuarem a melhorar.
Um documento a que a Reuters teve acesso revelou que o ministério também autorizou a empresa de comércio de produtos químicos Alliswell Investment Limited a exportar cinco mil toneladas métricas de ácido sulfúrico.
Uma fonte do sector, que falou sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto, disse que a Mopani ainda não tinha recebido a sua licença de exportação.
Importações de produtos químicos do Congo diminuíram
As importações de produtos químicos de processamento do Congo caíram acentuadamente no primeiro trimestre, segundo dados do grupo de logística e armazenagem de mercadorias Access World.
A Reuters noticiou anteriormente que a Mopani e a Chambishi Copper Smelter planeiam paragens prolongadas para manutenção este ano.
Mulenga sublinhou que o reinício das exportações reflectiu uma melhoria na disponibilidade. “Nós permitimos que exportassem porque os estoques locais aumentaram e essas empresas têm mineradoras que precisam abastecer no Congo.”
A Mopani fornecerá à Glencore, enquanto a CCS exportará por meio de três minas chinesas no Congo, acrescentou o responsável, sem citar os nomes das empresas.



























































