O ouro está a registar ligeiros ganhos nesta quinta-feira (14), voltando a negociar acima dos 4700 dólares por onça, apesar do ressurgimento da inflação nos Estados Unidos da América (EUA) estar a levar os investidores a apostarem que as taxas de juro vão ficar em território restritivo durante mais tempo.
Nesta manhã, o metal precioso avança 0,44% para 4707,25 dólares por onça, depois de ter desvalorizado 0,6% na sessão anterior. O ouro acabou pressionado por um disparo no índice de preços no produtor, que acelerou para 6% em Abril e atingiu o ritmo mais elevado desde a invasão da Ucrânia por parte da Rússia.
Na terça-feira, o Gabinete de Estatísticas Laborais já tinha revelado que o índice dos preços no consumidor em Abril tinha aumentado para 3,8%, mais 0,5 pontos percentuais do que no mês anterior. O valor ficou ligeiramente acima do consenso dos economistas, que apontavam para uma inflação de 3,7%.
Face a estes valores, os investidores aumentaram a probabilidade de a Reserva Federal (Fed) norte-americana proceder a uma subida de 25 pontos-base nas taxas de juro já este ano. O consenso geral ainda vê o banco central a manter a política monetária inalterada em 2026, com um possível aperto a chegar apenas no próximo ano. O ouro, como não rende juros, tende a desvalorizar num ambiente monetário mais restritivo.
“O mercado está a tentar avaliar a probabilidade de um possível fim das hostilidades no Médio Oriente e da reabertura total do Estreito de Ormuz”, refere Nicholas Frappell, director global de mercados institucionais da ABC Refinery, à Bloomberg. “O ouro beneficiaria de um dólar mais fraco e de uma política monetária menos restritiva por parte dos bancos centrais, caso o estreito venha a reabrir”, acrescenta.

























































