Os EUA produzem cerca de 25% do gás natural de todo o mundo, destacando-se amplamente face a qualquer outro país. A sua produção é praticamente equivalente à soma do Irão com a China, evidenciando um domínio sem paralelo. De uma forma geral, a oferta mundial está concentrada num grupo restrito de países, que acabam por moldar os mercados energéticos e o comércio de gás natural liquefeito (GNL).
Em 2024, os EUA consolidaram a sua posição como maior produtor mundial, com 37 751 mil milhões de pés cúbicos de gás natural, segundo dados da U.S. Energy Information Administration. Este valor representa cerca de 1,6 vezes a produção da Rússia e ultrapassa largamente qualquer outro concorrente. A diferença entre os EUA e o segundo classificado é, por si só, superior à produção total de muitos países do top 10.
Após os quatro principais produtores, observa-se uma quebra acentuada nos níveis de produção: nenhum país ultrapassa os 7500 mil milhões de pés cúbicos. Canadá e Qatar lideram este segundo grupo. Esta diferença acentuada evidencia o elevado grau de concentração da oferta global.
As tensões no Médio Oriente têm vindo a afectar infra-estruturas e rotas de transporte de gás no Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o comércio energético global. Com estas perturbações, os mercados internacionais tendem a depender mais de produtores grandes e estáveis.






















































