A petrolífera italiana Eni está a explorar a possibilidade de captar novos investidores institucionais para financiar activos ligados ao gás natural liquefeito (GNL), incluindo projectos com forte ligação a Moçambique, segundo fontes próximas do processo.
De acordo com informações avançadas pela Reuters, a Eni terá mandatado o banco Morgan Stanley para estruturar uma eventual operação de financiamento, visando atrair fundos de investimento como Apollo, KKR e Stonepeak. A operação ainda se está numa fase inicial, não havendo garantia de que venha a ser concluída.
A estrutura em análise poderá envolver activos flutuantes de GNL (FLNG), através dos quais investidores privados passariam a ter exposição a fluxos de receitas gerados por infra-estruturas energéticas em operação, incluindo unidades que processam e liquefazem gás extraído em campos offshore.
No centro da estratégia está a necessidade de a Eni libertar capital para novos projectos, num contexto em que a empresa procura acelerar o desenvolvimento de activos energéticos em diferentes geografias, com destaque para África.
Moçambique surge como um dos pontos relevantes desta arquitectura financeira, uma vez que a Eni já opera e desenvolveu experiência significativa em unidades flutuantes de GNL na região, associadas à exploração de gás natural no offshore moçambicano. A empresa prepara ainda a instalação de uma nova plataforma de GNL no País, um projecto que poderá ultrapassar os 7 mil milhões de dólares de investimento.
Segundo as mesmas fontes, a operação em estudo poderá permitir à petrolífera italiana angariar pelo menos mil milhões de euros, embora os valores finais dependam da estrutura a adoptar e do interesse dos investidores.
A movimentação ocorre num momento de elevada concorrência global pelo gás natural, com os mercados europeu e asiático a disputarem carregamentos num contexto de volatilidade provocada por tensões geopolíticas e disrupções na oferta internacional.
Para além de Moçambique, os activos considerados no modelo de financiamento incluem ainda projectos noutras geografias, como o Congo e a Argentina, reforçando a estratégia da Eni de diversificação dos seus investimentos energéticos.





















































